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O governador Pedro Taques disse ter conversado com o secretário Marcelo Duarte várias vezes durante a elaboração da licitação para o transporte intermunicipal.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou, na quinta-feira (3), confiar no secretário de Infraestrutura, Marcelo Duarte, e descartou afastar o gestor da pasta. Marcelo foi citado pelo Ministério Público do Estado (MPE) na denúncia que culminou na Operação Rota Final, deflagrada pela Polícia Civil, na semana passada.
Taques disse ter conversado com o secretário várias vezes durante a elaboração da licitação para o transporte intermunicipal e após a operação. Apesar de ser citado na denúncia do MPE, o desembargador do Tribunal de Justiça, Guiomar Teodoro, negou mandado de busca e apreensão contra Marcelo.
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“Tenho confiança no trabalho do Marcelo. Tanto que o TJ, o desembargador Teodoro nem falou absolutamente nada do Marcelo e nenhuma providência foi decretada em relação a ele. Estou absolutamente tranquilo, porque participei de todas as reuniões para tratar dessa licitação”, disse o governador.
“Tenho confiança no trabalho do Marcelo. Tanto que o TJ, o desembargador Teodoro nem falou absolutamente nada do Marcelo e nenhuma providência foi decretada em relação a ele", disse o governador.
Em trecho do processo, que está em segredo de Justiça, o MPE apontou que os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco (DEM), Pedro Satélite (PSD), além de Marcelo Duarte e o ex-presidente da Ager, Eduardo Moura, agiram para impedir que a empresa Novo Horizonte vencesse o processo licitatório e, com isso, o Governo implantasse o novo Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso, que custou mais de R$ 11 milhões.
Ao contrário da afirmação do MPE, o chefe do Executivo estadual pontuou ter tirado a elaboração do edital de licitação da responsabilidade da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager) e passado para a Sinfra para que o processo fosse mais célere.
“Se tem uma pessoa que cobrou a exigência dessa licitação fui eu. A segunda pessoa foi o Marcelo".
“Se tem uma pessoa que cobrou a exigência dessa licitação fui eu. A segunda pessoa foi o Marcelo. Aliás, essa licitação estava nessa vagareza nas administrações passadas e, na nossa administração, eu tirei da Ager e passei pra Sinfra, justamente pra que ela andasse”, declarou.
“Estava demorando. Onze anos e quem fez licitação foi nosso Governo. Eu determinei, porque quero fazer a coisa certa e fiz a coisa certa. Não tenho dúvida disso”, completou Taques.
Questionado se teria notado que Eduardo Moura estaria supostamente tentando atrasar a licitação, o governador disse apenas nunca ter notado nenhuma ingerência da parte do ex-presidente da Ager.
“Quero dizer que as investigações vão prosseguir e eu confio nas instituições”, concluiu Taques.














