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02 de Maio de 2018, 07h:00 - A | A

PODERES / PEPINO SOBRE TRILHOS

Taques diz ter R$ 200 milhões para retomada das obras do VLT

Uma comissão do Governo trabalha, desde janeiro deste ano, na elaboração de um novo edital para a contratação de empresa que deverá concluir as obras do VLT. O modelo escolhido pelo Estado para a licitação é o Regime Diferenciado de Contratação.

Conexão Poder

O governador Pedro Taques rebateu as acusações de demora na retomada das obras do VLT, afirmando que o “problema foi a roubalheira”.

O governador Pedro Taques rebateu as acusações de demora na retomada das obras do VLT, afirmando que o “problema foi a roubalheira”.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) informou que o Estado tem em caixa ao menos R$ 200 milhões para a retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). De acordo com ele, o dinheiro poderá ser utilizado assim que a licitação do modal for concluída.

“Tenho esse dinheiro para terminar a obra, mas não posso porque temos que respeitar os prazos do RDC [Regime Diferenciado de Contratação]”, explicou Taques, em entrevista para o programa Conexão Poder.

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Uma comissão do Governo trabalha, desde janeiro deste ano, na elaboração de um novo edital para a contratação de empresa que deverá concluir as obras do VLT. O modelo escolhido pelo Estado para a licitação é o Regime Diferenciado de Contratação, que segundo o Executivo é mais célere.

“Tenho esse dinheiro para terminar a obra, mas não posso porque temos que respeitar os prazos do RDC [Regime Diferenciado de Contratação]”, explicou Taques.

O contrato com o Consórcio VLT foi rompido após a Operação Descarrilho, deflagrada em agosto do ano passado e que apontou o pagamento de R$ 18 milhões em propina ao ex-governador Silval Barbosa para que as empresas fossem beneficiadas na licitação.

De acordo com o Governo, a expectativa é de que toda a obra, a partir da retomada, seja orçada em R$ 450 milhões. Antes do rompimento com o consórcio seriam pagos R$ 922 milhões.

Taques rebateu as acusações de demora na retomada das obras, afirmando que o “problema foi a roubalheira”. Segundo ele, a burocracia também impediu que o trâmite fosse célere.

“Alguém tinha provas de que havia ilegalidade no contrato com o consórcio? Nós não sabíamos, mas assim que a Operação Descarrilho apontou a roubalheira, imediatamente, fizemos o que foi necessário para romper o contrato. Agora, trabalhamos para que as obras sejam retomadas, mas tudo tem seu tempo”, pontuou.

Ele ainda argumentou que o melhor caminho será a retomada do modal, uma vez que o Estado já gastou com a compra dos vagões do VLT.

“Não podemos jogar fora R$ 200 milhões em vagões. Também não adianta tentar vender. Ninguém compra vagão”, concluiu.

Veja a íntegra da entrevista

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Carlos Nunes 02/05/2018

Pois é, governo no apagar das luzes do mandato...na reta final, tá louco pra deixar o abacaxi pro próximo governador. Agora não tem mais tempo pra nada. Vai só abrir Cuiabá, deixando mal os comerciantes, lojistas, com ruas, avenidas, todas abertas, trânsito caótico, principalmente nos cruzamentos. Aí o cliente não tendo mais facilidade pra estacionar, vai comprar noutro bairro. Já vi essa estória acontecer lá em Várzea Grande...abriram a Avenida, o cliente sumiu, a loja começou a vender menos, minguou, demitiu empregados...muitas mudaram de endereço. Deixa o próximo Governador, decidir se toca o VLT ou não, mas com planejamento...é preciso muito dinheiro pra terminar a obra. 200 milhões, como diz o cuiabano, não vai dar nem pro cheiro.

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