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O governador Pedro Taques acredita que a instabilidade causada pelas crises econômica e política no país, afetam diretamente Mato Grosso.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) considerou como grave a denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer (PMDB), feita pela Procuradoria-Geral da República e aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A denúncia foi encaminhada na última terça-feira (27), pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contendo 64 páginas e denunciando Temer e um de seus principais aliados, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), por corrupção passiva.
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Essa é a primeira vez que um presidente da República é denunciado no Brasil por suspeita de ter cometido crime no exercício do mandato e para que o processo possa tramitar é preciso aprovação da Câmara dos Deputados.
“A Câmara dos Deputados vai ter que autorizar ou não o processo contra o presidente da República. Não li a denúncia até agora, mas os fatos são graves e merecem, sim, ser investigados", disse Taques.
“A Câmara dos Deputados vai ter que autorizar ou não o processo contra o presidente da República. Não li a denúncia até agora, mas os fatos são graves e merecem, sim, ser investigados. Mas, o fato de um cidadão ser denunciado não significa que ele é culpado. Ele tem direito ao contraditório e a ampla defesa”, afirmou Pedro Taques.
Para ele, a instabilidade causada pelas crises econômica e política no país, afetam diretamente Mato Grosso.
"É a maior crise econômica da história do Brasil. Uma crise política sem fim, que prejudica a economia e a economia prejudica a política. É uma tautologia, um raciocínio em círculos. Isso é muito ruim. Nós temos sentido isso em Mato Grosso, pois com a diminuição dos repasses da União, os projetos não andam”, comentou o governador.
Questionado se acredita que seu partido, o PSDB, deveria deixar a base de sustentação do Governo Temer, Taques disse apenas que a legenda deve se reunir em breve para tratar do assunto.
“O PSDB convocou uma reunião para que possamos falar sobre isso”, concluiu.














