Cuiabá, 10 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
10 de Setembro de 2026

17 de Maio de 2024, 19h:00 - A | A

PODERES / TIROU O PROCESSO DO TJ

STJ nega recurso do MP e mantém decisão de enviar processo contra Emanuel para a Justiça Federal

Decisão foi tomada por unanimidade pela 5ª turma do STJ.

Luiz Alves

Decisão beneficia prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

Decisão beneficia prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



A 5ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, o recurso do Ministério Público de Mato Grosso que pretendia evitar que os processos relacionados à gestão dos recursos da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá fossem remetidos para a Justiça Federal.

Na prática, a Corte manteve o entendimento de que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) é incompetente para julgar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). A decisão foi tomada em julgamento realizado na terça-feira (14). Com isso, caberá ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidir sobre a validade das decisões tomadas até agora no TJMT. Não está descartada a possibilidade de o processo ser inteiramente anulado.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

LEIA MAIS - MP recorre para que ação contra Emanuel não vá para Justiça Federal

O recurso do Ministério Público de Mato Grosso, assinado pelo procurador de Justiça Ezequiel Borges de Campos, do Núcleo de Apoio para Recursos aos Tribunais Superiores, tinha como objetivo evitar que o processo resultante da Operação Capistrum fosse enviado para a Justiça Federal.

O argumento do ministro Ribeiro Dantas é que os recursos da saúde vêm da União, por isso é a Justiça Federal o foro competente para julgar o prefeito.

A Operação Capistrum foi deflagrada em outubro de 2021 após denúncia do ex-secretário de Saúde, Huark Douglas Correia, em acordo firmado com o Ministério Público de Mato Grosso. Na época, o prefeito chegou a ser afastado do cargo temporariamente.

LEIA MAIS - Ação contra Emanuel por "cabidão de empregos" na Saúde vai para Justiça Federal; processo pode ser anulado

Segundo o MP, as contratações na Saúde eram feitas por indicação política, principalmente para atender demandas de vereadores. O objetivo seria retribuir ou comprar apoio político. Conforme o órgão ministerial, muitas contratações eram realizadas sem necessidade, causando prejuízo aos cofres públicos. Além dos salários, os contratados recebiam a verba do prêmio saúde.

Na manifestação, o procurador apontou que não havia nos autos qualquer informação acerca da fonte de pagamento do “prêmio saúde” aos servidores, além de que a referida verba há tempos vem sendo alvo de fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE).

Comente esta notícia