RepórterMT/Vanessa Moreno

Governador comentou sobre a crise que atingiu o STF após relações expostas entre ministros e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), criticou a passividade do Congresso Nacional diante da escalada de escândalos que atingem o Supremo Tribunal Federal (STF). Em coletiva de imprensa na noite dessa quarta-feira (9), ele afirmou que os senadores falham ao não dar respostas claras à sociedade e cobrou uma atuação mais enérgica, apontando que os parlamentares deveriam adotar uma postura de enfrentamento à crise jurídica que domina o cenário nacional.
As críticas do governador ocorrem no epicentro do turbilhão institucional no STF. A instabilidade na Suprema Corte ganhou mais peso após uma sequência de decisões cruzadas e reviravoltas jurídicas envolvendo o inquérito das "Fake News" e os desdobramentos de investigações ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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O ápice do conflito incluiu medidas como a decisão em que o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, após relatórios de inteligência apontarem atritos e monitoramentos cruzados nos gabinetes da Corte.
Na sequência, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração dos delegados ao cargo, enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, interveio para suspender as medidas, centralizar os procedimentos na presidência e convocar o plenário para debater a validade dos documentos da PF que citam trocas de mensagens entre o banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes.
"É uma grande confusão. Virou um cavalo de batalha. O Senado Federal deveria se pronunciar sobre isso. Os senadores que nós elegemos deveriam estar dando satisfação para o povo nesse momento", disparou o governador.
Incomodado com a falta de freios institucionais e com a lentidão na fiscalização dos atos do Judiciário, Pivetta foi além e colocou em pauta uma reformulação profunda no modelo de representação do Congresso. O governador defendeu a redução do tempo de mandato dos senadores, que atualmente é de oito anos e sem limite de reeleições, propondo que tenham duração de quatro anos, alinhados ao mesmo formato do Executivo e limitados a apenas uma possibilidade de reeleição.
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Na avaliação de Pivetta, a oxigenação da política brasileira passa necessariamente por uma mudança estrutural na mentalidade dos políticos, exigindo que os eleitores aproveitem o próximo pleito para eleger nomes comprometidos com a coletividade e dispostos a pacificar as instituições.
"Nós temos que mudar no Brasil. Nós temos que mudar os políticos do Brasil. Mudar o Parlamento. Colocar ideias novas. Colocar pessoas com outros pensamentos, com compromissos, com sentimento popular", ponderou.
Para ele, Brasília tem o dever constitucional de atuar como moderadora e deveria estar reunida em caráter de urgência para estancar a insegurança jurídica que afeta a economia e gera indignação generalizada no país.












