LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO
O secretário de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Airton Siqueira Júnior, disse que nunca existiram interceptações telefônicas na Casa Militar onde foi secretário-chefe, entre os anos de 2015 e 2017. Ele ainda afirmou desconhecer que a Polícia Militar possua o sistema "Guardião", que realiza as escutas, mediante autorização judicial.
“Não havia grampo nenhum na Casa Militar, nunca teve grampo nenhum. A missão da Casa Militar não é fazer interceptação telefônica. A missão é fazer a proteção do governador, do vice-governador, da família do governador. Existe um grupo de inteligência para realizar esses trabalhos de interceptações telefônicas. A Casa Militar não faz interceptação. Ela adota medidas de proteção pra evitar acontecimento de um fato não desejado contra o governador e todos aqueles que a Casa Militar tem responsabilidade de proteger”, disse.
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Perguntado sobre o aparelho “Guardião” responsável pelas interceptações telefônicas, Siqueira diz não ter conhecimento de sua utilização na Polícia Militar.
"O governador tem se procisionado de maneira bastante justa. Ele entende que há necessidade de se esgotar toda a instrução processual para venha tomar uma decisão. E ele também age para que não se cometa injustiças”, pontuou Siqueira.
“Quem tem Guardião é o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Polícia Judiciária Civil dever ter um Guardião, a Polícia Federal deve ter o Guardião. São as instituições que eu posso te citar agora que tem esse Guardião. Mas outras instituições, eu desconheço”, declarou.
Para ele, a decisão do governador Pedro Taques (PSDB) de somente afastar secretários de Estado envolvidos nos "grampos" é a mais correta, uma vez que uma demissão seria injusta.
"O governador tem se procisionado de maneira bastante justa. Ele entende que há necessidade de se esgotar toda a instrução processual para venha tomar uma decisão. E ele também age para que não se cometa injustiças”, pontuou Siqueira.
A denúncia
O esquema de escutas clandestinas foi denunciado pelo promotor de Justiça, Mauro Zaque, em outubro de 2015, quando era secretário de Segurança Pública do Estado. Segundo ele, as interceptações tiveram início em outubro de 2014 e foram mantidas até agosto de 2015.
De acordo com a denúncia, os cabos Gerson Luiz Ferreira e Clayton Dorileo Rosa de Barros, e a sargento Andrea Pereira de Moura Cardoso atuavam no Núcleo de Inteligência da Polícia Militar. Eles tinham acesso aos dados cadastrais dos telefones dos interceptados pela Justiça e a todas informações colhidas durante a quebra de sigilos.
Os militares atuaram no Núcleo de Inteligência em 2015, período em que supostamente ocorreriam as interceptações ilegais, teriam se iniciado em 2014. Este setor da Polícia Militar seria clandestino.
Os policiais eram os responsáveis por fazer relatórios, análises das investigações, observações de números e apontavam pessoas que possivelmente poderiam ter ligações com os casos apurados.
Conforme a denúncia do promotor, as fraudes nas escutas telefônicas ocorriam em razão dos pedidos feitos pela Inteligência da PM. Eles teriam utilizado a prática conhecida como “barriga de aluguel”, na qual eram solicitadas interceptações de eventuais criminosos – no caso, uma quadrilha de tráfico de drogas e, posteriormente de assaltantes – e também eram incluídos nomes de outros alvos, que não tinham relação com os crimes.
O esquema teria grampeado ilegalmente, ao menos, 120 pessoas, desde 2014. Entre os alvos, estão políticos com mandados, assessores, advogados, jornalistas, médicos, policiais, entre outros.
Sargento acusa Siqueira
Em depoimento prestado no mês de maio, a 3º sargento da Polícia Militar, Andréa Pereira de Moura Cardoso, afirmou que atuou no sistema de interceptações telefônicas ilegais a mando, segundo ela, dos coronéis da PM, Zaqueu Barbosa e Airton Siqueira Júnior.
Andréa explicou que no ano de 2014 foi orientada pelo coronel Airton Siqueira a procurar Zaqueu Barbosa no Comando Geral porque tinha um serviço no setor de inteligência na interceptação telefônica. Naquela época, Siqueira comandava o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Segundo Andréa Cardoso, após alguns dias, Zaqueu lhe telefonou e mandou procurar o cabo Gerson na sede do comando geral. Os dois se encontraram na sala do coronel, onde foi explicado que ela ouviria policiais militares suspeitos de envolvimentos em crimes.
Após um período, Gerson informou que a sargento deveria ir ao edifício Master Center, na rua Desembargador Ferreira Mendes, número 234, sexto andar, nas proximidades do morro da Caixa D´Água, em Cuiabá, para iniciar os trabalhos. Ao chegar ao local, Andrea encontrou dois quartos com computadores completos e fones de ouvido, além de cerca de 15 telefones celulares acoplados a um outro computador.
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Lucio 03/07/2017
Porque esse Siqueira Ainda não foi levado junto com o Lesco e o Zaqueu? Porque Pedro Taques Ainda Não o AFASTOU???
Indignado 03/07/2017
Airton Siqueira Júnior, disse que nunca existiram interceptações telefônicas na Casa Militar onde foi secretário-chefe, entre os anos de 2015 e 2017. Claro que não foi feita na casa militar, mas,segundo reportagens, foi feita num apartamento perto do Morro da caixa d'água. Alguém, ta querendo subestimar a inteligencia dos cuiabano.
2 comentários