RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO
O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, rebateu o valor de R$ 3,6 bilhões de restos a pagar anunciado pelo pré-candidato ao Governo, Mauro Mendes (DEM). Ele desmistificou o montante e disse que a atual gestão tem dívida de R$ 500 milhões.
Gallo explica que o Governo virou o ano de 2017 para 2018 com R$ 2,8 bilhões de restos a pagar, sendo que a maior parte desse montante era de pagamentos processados.
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“Primeiro nós temos que desmistificar esse número. Nós viramos o ano com R$ 2,8 bilhões de restos a pagar, sendo R$ 1,7 bilhão de restos a pagar processados, que são aqueles restos a pagar que estão prontos para pagamento, e R$ 1 bilhão que ainda não estão aptos para pagamento”, disse em entrevista ao programa Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, nesta quarta-feira (25).
Para detalhar a dívida, ele exemplifica que cerca de R$ 700 milhões foram para folha de pagamento de dezembro, que é paga no dia 10 do mês subsequente, ou seja, em janeiro.
“Então, dos R$ 2,8 bilhões você tira R$ 700 milhões, ficam R$ 2,1 bilhões. Nós já pagamos R$ 700 milhões para outros credores, então isso [dívida] já cai para R$ 1,5 bilhão. E já pagamos outros R$ 600 milhões de operações de crédito, quer dizer que são restos a pagar que viraram, mas são de investimentos”, afirmou.
O secretário cita que o governador Pedro Taques (PSDB), ao assumir o comando do Palácio Paiaguás, em meio à crise econômica, adotou providências e conseguiu economizar R$ 1 bilhão.
“Nós temos uma situação em que o governador adotou as providências cabíveis. Tivemos primeiro um Governo que enfrentou uma terra arrasada no Estado, enfrentou com muita contundência a corrupção. Nós conseguimos economizar R$ 1 bilhão. Esse valor que nós temos hoje de R$ 400 milhões seria R$ 1,4 bilhão se não tivesse adotado todas as auditorias feitas”, ponderou.
Crítica
Durante o lançamento de sua pré-candidatura, Mauro Mendes, disse que hoje a dívida do Estado, a curto prazo, já chegou a R$ 3,6 bilhões dos restos a pagar.
Acrescenta, que a situação coloca em risco a prestação de serviços básicos à população.
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Antonio da silva 25/07/2018
Esse secretário subestima a inteligência das pessoas. Ele é servidor público efetivo e deveria ter compromisso com o Estado e não com a pessoa do governador. O estado deve os poderes, deve credores, deve município, deve na saúde, deve restos a pagar do ano passado e irá deixar muita dívida para o próximo ano. Vamos ver o que ele dirá no ano de 2019 sobre o rombo.
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