RepórterMT/Reprodução.

Secretário da Casa Civil José Adolpho disse que chegou no momento em que oficiais revelavam informações sigilosas.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho revelou, na manhã desta segunda-feira (26), que foi testemunha do vazamento de informações sigilosas relativa às investigações do esquema de grampos ilegais por parte do corregedor-geral da Polícia Militar, o coronel Alexandre Corrêa Mendes e o diretor de Inteligência da corporação, o tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira, presos na última sexta-feira (23).
“Associação está defendendo seus membros e é para isso que ela existe. O que eu posso colocar é que eu fui testemunha de um crime e narrei ao governador [Pedro Taques] que encaminhou imediatamente ao Tribunal de Justiça do Estado. O governador agiu dentro da lei”, respondeu o porta-voz do Palácio Paiaguás.
A resposta foi uma reação do Governo à manifestação da Associação de Oficiais (Assof), que qualificou a troca do comandante-geral da PM, Jorge Luiz de Magalhães, como “aberração”.
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“Associação está defendendo seus membros e é para isso que ela existe. O que eu posso colocar é que eu fui testemunha de um crime e narrei ao governador [Pedro Taques] que encaminhou imediatamente ao Tribunal de Justiça do Estado. O governador agiu dentro da lei”, respondeu o porta-voz do Palácio Paiaguás.
Na última sexta-feira (23 de junho), quando foram determinadas as prisões de seis militares supostamente envolvidos no esquema de arapongagem no âmbito da PM, o secretário José Adolpho contou que ao chegar no Palácio Paiaguás, encontrou o secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Siqueira Júnior, e juntos ouviram os acusados as informações sigilosas sobre os mandados a serem cumpridos.
“Quando eu entrei na sala eles começaram a falar e colocaram para a gente aquela situação que foi encaminhada ao presidente do TJMT”, revelou Adolpho.
“Perguntei: o que foi Siqueira, problema logo cedo?. Ele me respondeu: não, estou aguardando o [Evandro Lesco, chefe da Casa Militar] para uma conversa com o corregedor Mendes e o chefe da inteligência, coronel Fortes. Quero saber o que eles vieram fazer aqui”.
Em resposta ao secretário Siqueira, o chefe da Casa Civil conta que decidiu entrar na sala de reunião.
“Quando eu entrei na sala eles começaram a falar e colocaram para a gente aquela situação que foi encaminhada ao presidente do TJMT”, revelou Adolpho.
Em seguida, o secretário da Casa Civil conta que reportou imediatamente o assunto ao governador Pedro Taques que encaminhou a denúncia ao presidente do TJ, Rui Ramos.
“Como eu teria informação de inquérito que funciona na Polícia Militar então isso não tem sentido nenhum”, frisou o secretário.
O ocorrido causou perda de confiança entre o Governo do Estado e Comando Geral da Polícia Militar e, por esse motivo o governador solicitou a troca do coronel Luiz Magalhães por Marcos Vieira da Cunha, que toma posse na quinta-feira (29).















Roberto Carlos 26/06/2017
Gozado..... Interessante.... Como não prendeu o Paulo Taquis... Legalista somente para seus adversários.... Conta outra....
1 comentários