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26 de Junho de 2017, 17h:10 - A | A

PODERES / CASA CIVIL

Secretário diz que testemunhou crimes de PMs e contou a Taques

A declaração do porta-voz do Governo é uma resposta à manifestação da Associação de Oficiais, que qualificou a troca do comando da PM como “aberração”. A troca ocorreria nesta segunda, mas coronéis adiaram

RepórterMT/Reprodução.

Secretário da Casa Civil José Adolpho disse que chegou no momento em que oficiais revelavam informações sigilosas.

Secretário da Casa Civil José Adolpho disse que chegou no momento em que oficiais revelavam informações sigilosas.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho revelou, na manhã desta segunda-feira (26), que foi testemunha do vazamento de informações sigilosas relativa às investigações do esquema de grampos ilegais por parte do corregedor-geral da Polícia Militar, o coronel Alexandre Corrêa Mendes e o diretor de Inteligência da corporação, o tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira, presos na última sexta-feira (23).

“Associação está defendendo seus membros e é para isso que ela existe. O que eu posso colocar é que eu fui testemunha de um crime e narrei ao governador [Pedro Taques] que encaminhou imediatamente ao Tribunal de Justiça do Estado. O governador agiu dentro da lei”, respondeu o porta-voz do Palácio Paiaguás.

A resposta foi uma reação do Governo à manifestação da Associação de Oficiais (Assof), que qualificou a troca do comandante-geral da PM, Jorge Luiz de Magalhães, como “aberração”.

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“Associação está defendendo seus membros e é para isso que ela existe. O que eu posso colocar é que eu fui testemunha de um crime e narrei ao governador [Pedro Taques] que encaminhou imediatamente ao Tribunal de Justiça do Estado. O governador agiu dentro da lei”, respondeu o porta-voz do Palácio Paiaguás.

Na última sexta-feira (23 de junho), quando foram determinadas as prisões de seis militares supostamente envolvidos no esquema de arapongagem no âmbito da PM, o secretário José Adolpho contou que ao chegar no Palácio Paiaguás, encontrou o secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Siqueira Júnior, e juntos ouviram os acusados as informações sigilosas sobre os mandados a serem cumpridos.

“Quando eu entrei na sala eles começaram a falar e colocaram para a gente aquela situação que foi encaminhada ao presidente do TJMT”, revelou Adolpho.

 

“Perguntei: o que foi Siqueira, problema logo cedo?. Ele me respondeu: não, estou aguardando o [Evandro Lesco, chefe da Casa Militar] para uma conversa com o corregedor Mendes e o chefe da inteligência, coronel Fortes. Quero saber o que eles vieram fazer aqui”.

Em resposta ao secretário Siqueira, o chefe da Casa Civil conta que decidiu entrar na sala de reunião.

“Quando eu entrei na sala eles começaram a falar e colocaram para a gente aquela situação que foi encaminhada ao presidente do TJMT”, revelou Adolpho.

Em seguida, o secretário da Casa Civil conta que reportou imediatamente o assunto ao governador Pedro Taques que encaminhou a denúncia ao presidente do TJ, Rui Ramos.

“Como eu teria informação de inquérito que funciona na Polícia Militar então isso não tem sentido nenhum”, frisou o secretário.

O ocorrido causou perda de confiança entre o Governo do Estado e Comando Geral da Polícia Militar e, por esse motivo o governador solicitou a troca do coronel Luiz Magalhães por Marcos Vieira da Cunha, que toma posse na quinta-feira (29).

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Roberto Carlos 26/06/2017

Gozado..... Interessante.... Como não prendeu o Paulo Taquis... Legalista somente para seus adversários.... Conta outra....

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1 comentários