CAROL SANFORD
DA REPORTAGEM
Em audiência sobre as interceptações clandestinas promovidas por núcleo da Polícia Militar em Mato Grosso, a sargento PM Andréia Pereira Cardoso declarou nesta sexta-feira (09), ao juiz Murilo Moura Mesquita, da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar de Cuiabá, que por conta da repercussão do caso na imprensa teme por sua vida e de familiares.
Na audiência, a sargento que atuou no esquema de grampos voltou a argumentar que desconhecia que a ação fosse ilegal.
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Ela relatou que só teve conhecimento da ilegalidade quando o caso passou a ser divulgado pela imprensa e que não procurou os acusados porque não estava mais na Casa Militar.
Andréia Cardoso era responsável por acompanhar as escutas dos militares investigados e de dentro de presídios.
A sargento negou ter ouvido políticos, jornalistas ou magistrados.
A policial participou do esquema de escutas do início de 2014, em sala alugada no Centro de Cuiabá e depois de casa até julho de 2015.
Intimidades relatadas
Convocado como testemunha do caso dos grampos na Polícia Militar, Mario Edmundo Costa Marques, que é amigo do cabo Gérson Correa Júnior, ainda preso pela prática clandestina, relatou ao juiz Murilo Moura Mesquita, também nesta sexta-feira, que o cabo Gérson comentava sobre conversas grampeadas que tratavam da vida íntima da deputada Janaina Riva (MDB) e do governador Pedro Taques (PSDB).
A testemunha afirmou que sabia que o cabo fazia interceptações, mas ele não teria comentado quem ele estava ouvindo e nem referente a qual processo. Mario declarou que desconhecia que a escuta da qual o amigo falava seria uma prática ilegal.
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