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03 de Julho de 2020, 13h:18 - A | A

PODERES / ECONOMIA NA UTI

Representantes do comércio protestam contra rodízio de veículos e CPF

Empresários afirmam que novas regras impostas em Cuiabá vão acabar de matar o setor que já está fragilizado e já demitiu mais de 20 mil desde março

RepórterMT/Reprodução

Representantes do comércio entregaram um manifesto contra as novas medidas restritivas adotadas pela prefeitura

Representantes do comércio entregaram um manifesto contra as novas medidas restritivas adotadas pela prefeitura

RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO



Representantes do comércio e serviços foram ao Palácio Alencastro, nesta sexta-feira (3), para entregar ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) um manifesto contra os rodízios de veículos e de CPFs para compras em supermercados e distribuidoras de bebidas e acesso a serviços de bancos e lotéricas que estão estabelecidos no Decreto n° 7.975.

As novas regras anunciadas na quinta-feira (2) foram alvos de críticas da população.

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Presidente da Fecomércio, José Wenceslau de Souza Júnior destaca que o setor produtivo está fragilizado desde o início da pandemia e que regras mais rígidas, como os rodízios, "acabam de matar o empresário que já estava fragilizado e isso aumenta o desemprego em Cuiabá".

"Regras mais rígidas, como os rodízios, acabam de matar o empresário que já estava fragilizado e isso aumenta o desemprego em Cuiabá", diz José Wenceslau

"Somos contrários ao rodízio de carros e controle de atendimento por CPF, e queremos participar dessa gestão da covid-19. Não sabemos quem são os gestores, não fomos chamados para participar", diz o presidente.

Além disso, ele destaca que dados do setor apontam que o número de desempregados em Cuiabá chegou a 20 mil desde março, quando foram adotadas medidas restritivas para evitar a disseminação  do novo coronavírus (Covid-19).

Nesta sexta-feira, os integrantes das entidades foram recebidos pelos membros da chefia de gabinete do prefeito, no Palácio Alencastro.

No manifesto, eles citam indignação com as novas medidas adotadas para o enfrentamento à pandemia, além de cobrar participação no Comitê de Enfrentamento ao coronavírus da prefeitura. No documento há uma série de questionamentos, entre eles os critérios adotados para estabelecer o rodízio de veículos e como os profissionais da saúde e demais atividades essenciais farão para se deslocar todos os dias ao trabalho.

"O decreto não foi esclarecedor, não foi assertivo e gerou ainda mais dúvidas diante de um momento tão crítico que vivenciamos", destaca presidente da Fecomércio

"Por fim, o decreto não foi esclarecedor, não foi assertivo e gerou ainda mais dúvidas diante de um momento tão crítico que vivenciamos. Os setores produtivos, em especial, o comércio e prestadores de serviços, que são os maiores empregadores e geradores de recursos para os governos, precisam de um plano que possibilite o enfrentamento à crise econômica já estabelecida", diz trecho do documento.

Os rodízios começam em Cuiabá na próxima segunda (6). 

Portas fechadas

Em março, o comércio foi fechado como forma de evitar a disseminação do coronavírus, um mês depois foi autorizada a retomada parcial, até o final de abril.

No dia 25 de junho, atendendo a decisão do juiz José Luiz Lindote, da Vara Especializada em Saúde de Mato Grosso que determinou quarentena coletiva obrigatória na Capital pelo período de 15 dias, o prefeito anunciou o fechamento do comércio e de atividades não essenciais, por meio do decreto municipal nº 7.960.

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