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17 de Agosto de 2017, 12h:00 - A | A

PODERES / UNIMED CUIABÁ

Promotor do MP investiga diretoria por acúmulo de cargos público e privado

O promotor Célio Fúrio deu um prazo de até dez dias úteis para que a Unimed informe sobre providências a respeito de diretores denunciados pelo RepórterMT por acúmulo de funções.

RepórterMT

Unimed tem prazo de até 10 dias para prestar esclarecimentos ao MPE.

Unimed tem prazo de até 10 dias para prestar esclarecimentos ao MPE.

CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO



O Ministério Público do Estado (MPE), por meio da 9ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, enviou um ofício ao presidente do Conselho de Administração da Unimed Cuiabá, dr. Rubens Carlos de Oliveira Júnior, solicitando informações sobre a denúncia feita de que o vice-presidente do grupo, o pediatra Arlan Ferreira, os diretores Hudson da Costa e Eloar Vicenzi, assim como o coronel da Polícia Militar Erleno de Aquino, acumulavam funções por exercerem cargos públicos no  Estado.

Quem assina o ofício é o promotor Célio Joubert Fúrio, que enviou o documento no último dia 8 ao presidente do Conselho e deu um prazo de até dez dias úteis para que o dr. Rubens de Oliveira passe informações sobre o caso, com possíveis providências tomadas.

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O processo teve início após denúncia do  sobre acúmulo de cargos do então presidente e de diretores da Unimed Cuiabá, no serviço público de Mato Grosso. 

O Estatuto do Servidor proíbe que funcionários públicos tenham cargos de direção em empresas privadas, no caso da Unimed, que trata com o Estado. 

A denúncia foi feita em agosto do ano passado, e foi levada à ANS (Agência Nacional de Saúde), que regula os planos de saúde no país. 

Outro lado

A Unimed Cuiabá informou que foi notificada sobre o pedido de esclarecimentos do promotor Célio Fúrio e que o ofício já está com a diretoria. A empresa afirmou que ainda não tem uma resposta oficial, pois o prazo dado pelo promotor não venceu.

O caso
Os servidores da Unimed Arlan Ferreira, Hudson da Costa, Eloar Vicenzi e o coronel da Polícia Militar Erleno de Aquino e o presidente da Federação das Unimeds do Estado de Mato Grosso, o coronel da Polícia Militar Erleno Pereira de Aquino, são acusados, por uma denúncia protocolada no mês passado, de acúmulo de funções.

Todos possuem vínculos empregatícios com o Estado, o que contraria o Estatuto do Servidor.

Após a denúncia do , Arlan Azevedo Ferreira, que ocupava a presidência da Unimed, pediu desligamento da função pública, em janeiro deste ano, o que não retira a irregularidade já praticada.

O atual presidente, Rubens de Oliveira também atuava como funcionário público até então.

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cidadão 18/08/2017

Parabéns a quem fez a denúncia. Os culpados devem perder o cargo público e ressarcir o erário.

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1 comentários