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26 de Agosto de 2019, 18h:56 - A | A

PODERES / APÓS DECISÃO JUDICIAL

Prefeito diz que CPI do Paletó é 'briga interna' de vereadores e não vai interferir

Declaração ocorre após o juiz Wladys Roberto mandar a Câmara de Cuiabá retomar a Comissão Parlamentar de Inquérito com nova composição.

RepórterMT/Reprodução

Emanuel Pinheiro minimizou a retomada da CPI.

Emanuel Pinheiro minimizou a retomada da CPI.

REDAÇÃO



O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) comentou, na tarde desta segunda-feira (26), a decisão do juiz Wladys Roberto Freire do Amaral, da 4ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, que determinou à Câmara de Cuiabá retomada da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a denominada “CPI do Paletó”.

Na decisão, proferida na semana passada, o juiz determinou a nomeação de novos membros da comissão. Com isso, Mario Nadaf (PV), membro da CPI, e Adevair Cabral (PSDB), relator, ficam fora da comissão.

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“Isso é um assunto interno da Câmara municipal. É uma ação de um grupo de vereadores contra uma decisão da Mesa Diretora. Então é uma briga interna”, declarou.

O prefeito fez questão de afirmar que nunca interferiu na comissão parlamentar, além de defender a independência dos poderes.

“Não interferi quando criaram a CPI, não interferi no funcionamento da CPI, não interferi na judicialização da CPI e não vou interferir nas decisões judiciais da CPI. Assunto 100% interna corporis da câmara de Cuiabá, que é um poder independente. Temos uma harmonia muito boa, mas temos independência”, disse Emanuel.

A decisão do juiz Wladys Roberto Freire do Amaral foi em resposta ao mandado de segurança impetrado pelo vereador Diego Guimarães (PP) em desfavor dos vereadores da base do prefeito, Mario Nadaf (PV), membro da CPI, e Adevair Cabral (PSDB), relator.

No mandado, constava a denúncia de manobra dos apoiadores ao compor a CPI que, cogitou cassar o mandato de Emanuel por ser flagrado, quando ainda era deputado estadual, recebendo maços de dinheiro do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Correa.

O vereador argumenta que Nadaf e Adevair estavam na Câmara “apenas para defender o prefeito”.

 

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