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15 de Dezembro de 2017, 07h:00 - A | A

PODERES / SALÁRIOS E FORNECEDORES

Poderes contam com liberação do dinheiro do FEX para colocar contas em dia

O Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei do FEX na noite de quarta-feira (13) e os Estados aguardam a liberação dos recursos pelo Governo Federal. No total, será destinado R$ 1,9 bilhão.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



Os chefes dos poderes do Estado aguardam a chegada dos cerca de R$ 400 milhões do Fundo de Auxílio Financeira de Fomento às Exportações (FEX) para Mato Grosso para quitar a folha de pagamento e honrar compromissos com fornecedores.

“Estou muito feliz, porque esse dinheiro vai fazer com que nós possamos passar 13º salário daqueles que fazem aniversário em dezembro, porque o salário já foi pago. E também passaremos recursos para a Saúde Pública do nosso Estado”, disse Taques.

O Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei do FEX na noite de quarta-feira (13) e os estados aguardam a liberação dos recursos pelo Governo Federal. No total, será destinado R$ 1,9 bilhão.

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O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que parte do FEX será destinada ao pagamento do 13º salário dos servidores comissionados e para dívidas com a Saúde Pública. O Executivo estadual também deve repassar os recursos para que os demais poderes quitem a folha de pagamento.

“Estou muito feliz, porque esse dinheiro vai fazer com que nós possamos passar 13º salário daqueles que fazem aniversário em dezembro, porque o salário já foi pago. E também passaremos recursos para a Saúde Pública do nosso Estado”, disse Taques.

Segundo o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), seriam necessários R$ 50 milhões para que a Casa pague os funcionários e coloque os fornecedores em dia.

“Precisamos desse dinheiro também para pagar o 13º salário dos servidores”, comentou.

Já o procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo afirmou que precisa de R$ 80 milhões para colocar as contas do Ministério Público do Estado (MPE) em dia. Somente deste ano, o atraso do duodécimo chega a R$ 35 milhões, o restante é referente ao ano de 2016.

“A gente espera que, com esse dinheiro, não só a gente consiga receber o dinheiro para pagar a folha de pagamento, porque hoje a gente só paga quando recebe, como também que a gente receba um pedaço do que ficou para trás. Nós também estamos tendo problemas para pagar os nossos fornecedores. Isso é uma preocupação muito grande que a gente tem, porque essas pessoas sustentam suas famílias com esses recursos”, pontuou Curvo.

Curvo declarou ainda estar esperançoso em relação a chegada dos novos recursos. Tanto que o MPE realizou licitações para reformas de promotorias no interior, porém sem previsão de início das obras.

“Licitamos, mas não assinamos as ordens de serviço na esperança de que estes recursos cheguem e nos deem algum alívio. Só depois que recebermos teremos condições de tocar essas obras”, concluiu.

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