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23 de Março de 2018, 12h:03 - A | A

PODERES / OPERAÇÃO BERERÉ

Nininho e mais 4 deputados passam a ser investigados por esquema

Serão investigados os deputados estaduais José Domingos Fraga (PSD), Wilson Santos (PSDB), Ondanir Bortolini, o “Nininho” (PSD), Baiano Filho (PSDB) e Romoaldo Júnior (PMDB).

RepórterMT

Ex-assessor do deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD) - conhecido como “Nininho” - confessou que teria recebido cheques do então sócio da Santos Treinamento, Claudemir Pereira.

Ex-assessor do deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD) - conhecido como “Nininho” - confessou que teria recebido cheques do então sócio da Santos Treinamento, Claudemir Pereira.

DA REDAÇÃO



O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim Nogueira, determinou que os deputados estaduais José Domingos Fraga (PSD), Wilson Santos (PSDB), Ondanir Bortolini, o “Nininho” (PSD), Baiano Filho (PSDB) e Romoaldo Júnior (PMDB) passem a ser investigados no âmbito da Operação Bereré.

A decisão atendeu pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que alegou que há indícios que apontam possível prática de crimes cometidos pelos cinco deputados citados.

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Em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no dia 7 de março, Tscharles Tschá, ex-assessor do deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD) - conhecido como “Nininho” - confessou que teria recebido cheques do então sócio da Santos Treinamento, Claudemir Pereira, para quitar despesas pessoais do parlamentar em 2014.

A Santos Treinamento é investigada na Operação Bereré, por suspeita de ser uma empresa de fachada, usada por políticos e servidores públicos para desviar até R$ 27,7 milhões do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) entre os anos de 2009 e 2015.

Operação Bereré

A Operação Bereré trouxe à tona um esquema de propina que envolve a contratação da empresa para prestar serviços no Detran, após delação feita pelo ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, o Dóia. Também delataram esquemas no Detran o ex-governador Silval Barbosa e o irmão dele, Toninho Barbosa.

Conforme auditoria realizada pela CGE, o Detran tem condições de realizar sozinho o serviço, sem a necessidade de que a empresa esteja envolvida.

O Ministério Público Estadual (MPE) percebeu que houve movimentação financeira nas contas bancárias dos investigados na operação entre os anos de 2009 e 2015. 

Os envolvidos, segundo o MPE, utilizavam empresas para movimentação de dinheiro, emissão de cheques de pequeno valor com o objetivo de não chamar a atenção para o esquema de lavagem de dinheiro.

Denúncias apontam também que foram feitas transferências e compensação de cheques entre firmas de membros da família e da própria família, além de envolvimento de empregados como destinatários de transferências ou cheques.

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Júlio 24/03/2018

A organização criminosa que se apoderou do governo Taques começa a ruir.

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LeidaAtração 23/03/2018

Nós funcionários públicos agradecemos! Aliás, achamos é pouco, faltam mais.

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2 comentários