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19 de Maio de 2017, 16h:00 - A | A

PODERES / ESCUTAS ILEGAIS

MPE afirma que 'grampos' não foram feitos pelo sistema do Gaeco

O chefe do MPE Mauro Curvo determinou análise e emitiu nota garantindo que nenhum dos números que constam na lista de supostas escutas a pedido da PM, foi interceptado pelo Gaeco.

Conexão Poder

Chefe do MPE, Mauro Curvo garante que escutas ilegais não partiram do Gaeco.

Chefe do MPE, Mauro Curvo garante que escutas ilegais não partiram do Gaeco.

DA REDAÇÃO



O Ministério Público de Mato Grosso emitiu nota afirmando que nenhum dos números de telefone apontados no relatório de inteligência da Polícia Militar, que foram grampeados indevidamente na Comarca de Cáceres e amplamente divulgados pela imprensa, passou pelo Guardião do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), nem mesmo em razão do Termo de Cooperação existente com a Polícia Militar.

Um levantamento foi realizado após requerimento efetuado pelo procurador-geral de Justiça, Mauro Benedito Pouso Curvo, com o intuito de esclarecer os fatos, assegurar a transparência e evitar especulações indevidas, sobre as escutas clandestinas.

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A Procuradoria Geral de Justiça informou ainda que, em parceria com a Corregedoria Geral do Ministério Público, encaminhou recomendação a todos os membros da instituição que atuam na área criminal para que realizem, no prazo máximo de 15 dias, levantamento de todos os procedimentos de interceptação telefônicas afetos à sua Promotoria de Justiça que tenham sido instaurados ou prorrogados com suporte em relatórios provenientes do Núcleo de Inteligência da Polícia Militar. O levantamento deverá contemplar todos os procedimentos em tramitação ou concluídos no período de 01/06/2014 até a presente data.

Na recomendação também foi estabelecido o prazo máximo de 60 dias para a efetivação de análise criteriosa dos relatórios policiais constantes desses procedimentos, de modo a identificar se os números de terminais telefônicos indicados nesses documentos fazem referência a indivíduos que efetivamente são suspeitos do cometimento das infrações penais apuradas.

No caso específico de Cáceres, a Corregedoria Geral do Ministério Público também adotou as providências cabíveis para esclarecimento dos fatos, inclusive a pedido do próprio promotor de Justiça que atuou no caso.

Ainda com relação às supostas interceptações ilegais, o procurador-geral de Justiça também encaminhou ofício ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, convidando-o a conhecer como funciona o sistema Guardião do Gaeco, visando garantir a necessária transparência nos procedimentos adotados pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado.

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Curioso 20/05/2017

Quero saber qual juiz autorizou a escuta da Tatiana? Porque não revelam?

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Davi 19/05/2017

Do ponto de vista jurídico a situação não será contornada com acordos por emendas parlamentares e foram cometidos diversos crimes que afrontam princípios constitucionais sensíveis, fundantes do Estado Democrático de Direito. Ao Judiciário e ao Legislativo cabe a fiscalização do Executivo e não o contrário e esta inversão ofende o Princípio dos freios e contra-pesos, remetem a um Estado Absolutista, que se coloca acima de qualquer controle social. Por outro lado, mesmo do ponto de vista político, mesmo com a inércia constrangedora da assembleia legislativa estadual, o Congresso Nacional se posicionou instaurando uma CPI para investigar o caso, que neste caso foge ao poder do governador, que se restringe a Mato Grosso, já que seu homem de confiança no partido (Aécio Neves) está em derrocada e Taques não possui prestígio nem mesmo com outros correligionários de peso, como o Geraldo Alckmin. Além disso, outras forças estão se movimentando contra o ataque à democracia no Estado, como a associação nacional dos magistrados e a associação nacional do Ministério Público.

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