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Cuiabá, 15 de Julho de 2024
15 de Julho de 2024

17 de Junho de 2024, 15h:15 - A | A

PODERES / MATOU CASAL A TIROS

Ministério Público pede que Carlinhos seja transferido do Ahmenon para a PCE

Conforme o requerimento assinado pelo promotor de Justiça Jaime Romaquelli, a cadeia em Várzea Grande não teria estrutura médica adequada para Carlinhos, que tem diabetes.

FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTERMT



O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) solicitou à Justiça que o empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, de 57 anos, assassino de Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno, seja transferido à Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. O filho do ex-governador e ex-deputado federal Carlos Bezerra está preso no presídio Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

Conforme o requerimento assinado pelo promotor de Justiça Jaime Romaquelli, a cadeia em Várzea Grande não teria estrutura médica adequada para Carlinhos, que tem diabetes.

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O estabelecimento Penal onde o réu se encontra hospedado não tem estrutura nem mesmo para realização do atendimento médico, por estar sem profissionais da área, a defesa vem, novamente a Juízo requerer”, diz trecho do documento.

Entretanto, no pedido, o promotor destaca que a defesa de Carlinhos, patrocinada pelo advogado Francisco Faiad, foi quem pediu para o empresário ficasse detido no Ahmenon Lemos Dantas.

A pergunta que se faz agora é, escolheu esse estabelecimento sabendo que não tinha estrutura do presídio central exatamente para alegar isso em seu benefício?”, questionou o promotor.

Que seja determinada a transferência do requerente para um dos presídios com maior estrutura, preferencialmente a PCE, bem como sejam ratificadas as determinações anteriores para avaliação acerca da imprescindibilidade e urgência (se são ou não imprescindíveis e urgentes) das cirurgias cogitadas, bem como sobre a possibilidade de realização dentro da própria estrutura do sistema penal, cabendo ao departamento médico decidir se tais cirurgias podem ser realizadas dentro da estrutura posta a serviço do sistema prisional ou se necessita que seja promovida em clínicas independentes”, completou Romaquelli.

O representante do MP ressalta que caso seja necessária a realização de cirurgias fora do sistema prisional, que seja autorizada a escolta do preso, deixando os agendamentos e datas de deslocamento a serem feitos pelo sistema prisional, para realização dos exames prévios e das cirurgias propriamente ditas.

Relembre o caso

Carlos foi preso no dia 18 de janeiro, após matar a ex-convivente Thays Machado, e o namorado dela, Willian Moreno, no bairro Consil, em Cuiabá.

O empresário não aceitava o fim do relacionamento com a advogada e a perseguia de forma insistente há mais de um ano.

Os assassinatos aconteceram em frente ao edifício Solar Monet, onde mora a mãe de Thays. Carlos Alberto chegou em um Renault Kwid, parou e efetuou vários disparos contra as vítimas. Cinco horas após o crime, ele foi capturado na fazenda da família, em Campo Verde.

Em novembro, a Justiça concedeu prisão domiciliar a Carlinhos, devido ao quadro de saúde, porém ele descumpriu as medidas impostas e acabou voltando ao presídio.

"Chegou ao nosso conhecimento, também, Excelência, que no período em que esteve tornozelado cumprindo prisão domiciliar, o réu fez diversos deslocamentos não autorizados pelo juízo, inclusive comparecendo a supermercados da cidade, ladeado por segurança armados, representando uma afronta à justiça e à sociedade, e uma ameaça aos familiares e testemunhas do processo", denunciou promotor à época.

Leia mais: MP diz que Carlinhos Bezerra afronta a Justiça: "Mesmo proibido, ele foi a supermercados, ladeado de seguranças armados"
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