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Cuiabá, 15 de Julho de 2024
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26 de Setembro de 2017, 19h:07 - A | A

PODERES / DEPUTADO 'TAMPÃO'

Meraldo diz que não usará gabinete nem prejudicará Fabris na Justiça

O suplente de deputado afirmou que prefere não se envolver no caso que culminou na prisão do deputado Gilmar Fabris e muito menos prejudicá-lo para ficar no cargo

RAFAEL DE SOUSA
CAROL SANFORD



O suplente de deputado estadual Meraldo Sá (PSD) - que assumiu a vaga como titular nesta terça-feira (26), após Gilmar Fabris ser preso por suposta obstrução à Justiça – garantiu que não vai usar o gabinete do ‘colega’ nem torcer para que ele seja prejudicado com a finalidade de se efetivar no cargo.

Meraldo destacou que prefere não se envolver no caso que culminou na prisão do deputado afastado.

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“Eu não confio [na inocência do Gilmar] porque eu não sei o que está se tratando no processo e nem buscarei saber. Gilmar Fabris responde para a Justiça e não para o Meraldo. Quem tem que prestar conta é ele. Eu não vou ficar aqui rezando para que isso o prejudique. Eu peço que Deus possa resolver. Se ele for culpado, que a Justiça resolva”, argumentou.

O político também afirmou que não pretende usar o gabinete de Gilmar Fabris, nem fazer substituições na equipe de servidores. Vai utilizar o gabinete do deputado estadual Odanir Bortolini, o Nininho.

“Eu já tranquilizei a equipe do Gilmar e disse a todos que no gabinete dele eu não entro. Vou fazer o meu trabalho e, se precisar, eu fico no corredor, não tem problema nenhum. Mas por enquanto vou continuar no gabinete do Nininho”, disse Meraldo Sá.

O parlamentar também confessa que não tem planejamento para assumir o cargo e está apenas cumprindo um papel constitucional.

“É uma situação totalmente atípica e fico sem saber o que falar. A maneira de virar deputado não era essa, pela família e a criação que eu tive. (...) Eu vou cumprir o meu papel diário. Se me perguntarem qual é o meu planejamento eu digo: como alguém pode ter planejamento numa situação desta? Estou aqui cumprindo a minha obrigação, que a Constituição me deu”, respondeu.

Afastamento e prisão

Fabris foi preso e afastado do cargo no último dia 15 pela Polícia Federal, em decorrência da Operação Malebolge, deflagrada na quinta-feira (14). O pedido de prisão foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux.

Fux atendeu um pedido do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que apontou que Fabris teria sido informado da deflagração da operação e saído de seu apartamento, com a mulher, “ainda em roupas de dormir e com uma valise preta”, minutos antes da chegada dos policiais federais.

Gilmar Fabris é citado na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), como um dos deputados que recebiam "mensalinho" para apoiar sua gestão.

Fabris foi flagrado em vídeo, reclamando com Silvio Correa, então chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), sobre o valor que ele supostamente teria a receber.

"Só um pedaço? Por quê?", questionou o deputado.

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