MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (DEM) anunciou, na última semana, que prepara para os próximos dias decretos de leis para extinguir as empresas públicas de economia mista Central de Abastecimento do Estado (Ceasa) e a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (Agem).
Segundo Mendes, elas não teriam comprovado sua eficiência e viabilidade financeira para continuar existindo, conforme estabelecido pela lei da Reforma Administrativa, aprovada em janeiro deste ano pela Assembleia Legislativa.
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“Estamos fechando nos próximos dias os decretos que determinam a extinção do Ceasa e da Agem”, pontuou o governador ao acrescentar que as extinções ainda passarão por um conjunto de medidas de ordens legais e contábeis.
As atribuições da Agem serão repassadas à Empresa mato-grossense especializada em Parceria Público-Privada (MT-PAR). Já as funções da Ceasa ficarão a cargo da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf).
Mendes frisou que está determinado “em tornar o Estado eficiente”; uma máquina que custe menos e que preste serviços de qualidade à população de Mato Grosso. Segundo ele, a extinção das empresas públicas “ineficientes” seria estratégica nesse sentido.
“Então nesta direção estaremos caminhando nos próximos meses e aqueles que não mostrarem eficiência ou viabilidade, certamente, dentro daquela autorização já recebida da Assembleia Legislativa, nós faremos a extinção”, reforçou o chefe de Estado.
A extinção do Ceasa e da Agem faz parte do pacote de ajuste fiscal do Governo, denominado de pacto por Mato Grosso. Na prática, trata-se de um conjunto leis com o objetivo de equilibrar as contas públicas do Estado, que, segundo o Governo, acumula um déficit de R$ 3,9 bilhões, entre dívidas e restos a pagar aos fornecedores.
Além da Agem e da Ceasa, outras quatro empresas públicas ainda podem ser extintas, caso não comprovem sua viabilidade financeira: Companhia Mato-grossense de Mineração (METAMAT), Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso S/A (Desenvolve MT), MTI [Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação] e Empaer [Empresa Mato-grossense Pesquisa, Assistência e Extensão Rural].
Ceasa e Agem
A Ceasa foi criada em 2013, pelo então governador Silval Barbosa. Ela tem como objetivo aprimorar a comercialização e distribuição de produtos hortifrutigranjeiros (verduras, frutas e leguminosas) em Mato Grosso.
Na prática, a empresa funciona como um entreposto entre os supermercados e o produtor agrícola que envia caminhões com suas produções à Ceasa. A empresa vende os produtos no varejo e repassa o valor de venda aos produtores rurais, ficando com uma comissão sobre o total comercializado.
No Brasil este tipo de empresa de econômica mista foi criada em pelo decreto federal de número 70.502 de 11 de maio de 1972.
Já a Agem foi criada com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução das funções públicas de interesse comum, direcionadas ao desenvolvimento integrado da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá – RMVRC, composta pelas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio de Leverger, Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Jangada, Nobres, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé e Rosário Oeste.
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Mato Grosso MAIS 21/04/2019
Está de parabéns está medida falta ainda Companhia Mato-grossense de Mineração (METAMAT), Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso S/A (Desenvolve MT) encerraram suas atividades e venho sugerir também o fim do cargo se secretário adjunto e remanejado pra coordenadoria ou superentendencia. Pois qual é sua funcao
Elieber 20/04/2019
Não teve capacidade de passar no concurso da Empaer!
marcia 20/04/2019
e o cabide da casa civil????
ana 20/04/2019
sem contar que usar os carros como se fossem deles
Prof. Dr. José Ricardo 20/04/2019
A grande pergunta que o eleitor tem que se fazer é: o que será feito com os trabalhos que vinham sendo desenvolvido pelas estatais? Por exemplo a MTI, quem vai garantir a segurança digital do estado?!? Quem vai gerir os sites e os bancos de dados!? Vão deixar esses importantes dados nas mãos da iniciativa privada ??! O que garantirá a segurança dos dados? Outro grande exemplo é a EMPAER, quem fará o trabalho de pesquisa e extensão rural focado na Agricultura Familiar !? A SEAF não tem contigente suficiente, a iniciativa privada já tentou fazer extensão rural e falhou miseravelmente, onde a Empaer vai nenhuma iniciativa privada irá. Esses agricultores necessitam de atendimento... qual o plano do governo? Cortar gastos atacando a base da pirâmide é muito fácil, quero ver mexer no legislativo e no judiciário.
Servidor com mestrado 20/04/2019
Caro empresário, nem empresário deve ser. Se fechar a Empaer você ficará sem emprego. Todos tem curso tecnico ou superior e quando forem para o mercado de trabalho, você passará fome
20/04/2019
Invejoso, nem empresário é, deve ser um frustrado que não estudou e jamais conseguirá passar em um concurso público
Empresário 20/04/2019
Vai ter economia de verdade sentida quando extinguir a EMPAER. Ali sim a Folha salarial é assustadora para uma empresa pública. Lembram do motorista do Gol e da mulher do cafezinho tá lá os 13.000/mês. Vem aqui na vida resolver qts receberiam. Quer ficar rico vai pra EMPAER maioria sem concurso tudo já caindo dente mas não se aposentam
8 comentários