MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
O ex-prefeito Mauro Mendes atribui as recentes notícias de que ele teria emitido cheque sem fundo, durante a campanha de 2010, à disputa eleitoral. Na opinião dele, esse tipo de prática se acirrará ainda mais até o mês de outubro, quando à população irá as urnas escolher seus representantes.
“Isso é natural. Mas mentira tem perna curta. A dívida já foi paga. Distorcer notícia ou é um equívoco muito grande ou má fé. Quem o fez tem que explicar”, criticou o ex-prefeito.
“Isso é natural. Mas mentira tem perna curta. A dívida já foi paga. Distorcer notícia ou é um equívoco muito grande ou má fé. Quem o fez tem que explicar”, criticou o ex-prefeito.
>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão
O caso se trata de uma ação judicial movida pela empresária Marilena Ribeiro, proprietária do Miguel Sutil Auto Posto (Posto Millenium). Ela afirma que o ex-prefeito teria emitido um cheque sem fundo no valor de R$ 1 milhão.
Mendes reconhece a dívida. No entanto afirma que ela já foi paga e que as informações sobre isso constam no processo judicial que tramita na 7ª Vara Cível Cuiabá, sob os cuidados do juiz Yale Sabo Mendes.
Ele também negou que sua conta bancária foi bloqueada judicialmente para pagar o débito. “Falei com os meus advogados sobre o assunto. Eles me disseram que não existe tal bloqueio”, reiterou.
Rumo ao Paiaguás
Mendes confirmou a possiblidade de anunciar a pré-candidatura ao Governo no próximo dia 9 de julho.
Na última terça-feira (26), o ex-prefeito esteve em reunião em Brasília, com o diretório nacional do partido. Na oportunidade o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), presidente do Democratas no país, insistiu para que Mendes assuma a pré-candidatura. Apesar da pressão, o ex-prefeito ressalta que ainda não "bateu o martelo".
Mendes ainda não confirmou seu nome na disputa porque, segundo ele, o diálogo precisa ser fortalecido no sentido de formar um bloco de partidos que viabilize o projeto. Além da composição política, pesa também a questão financeira.
Grupo de Mendes
Recentemente, Mendes esteve na Assembleia Legislativa onde conversou com os deputados como forma de consolidar a sua candidatura ao Palácio Paiaguás. As articulações contaram com o apoio do presidente da Casa, deputado Eduardo Botelho (DEM).
Há também a possibilidade do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT) ser vice de Mendes na chapa majoritária. O ex-senador Júlio Campos, um dos líderes do partido, disse que as chances da parceria acontecer são de 80%.
Se isso se confirmar, será reeditada a dobradinha de 2010, quando Mendes e Pivetta perderam as eleições para o governador Silval Barbosa (sem partido), que naquela época foi reeleito em primeiro turno.
Também podem compor o arco de aliança do DEM, o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD); pré-candidato ao Senado, e o deputado federal Adilton Sachetti (PRB). Ele também quer uma das duas vagas ao Senado pelo grupo do Democratas.
Leia mais
Dona de posto cobra cheque de R$ 1,2 mi de Mendes na Justiça














