MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O ex-prefeito de Cuiabá e candidato ao Governo do Estado, Mauro Mendes (DEM) pregou diálogo com os demais poderes do Estado caso seja eleito em outubro. Mendes afirmou que momentos de tensão, como diversos ocorridos durante a gestão Pedro Taques (PSDB), trazem prejuízos à sociedade.
“Já me perguntaram muitas vezes: ‘ah, o senhor vai reduzir o duodécimo dos poderes?’ Não, gente. Não vou. Isso não existe no orçamento. Eu vou dialogar com os poderes. Eu vou pedir, vou mostrar essa dura realidade e pedir que nos ajudem. Agora, brigar com os poderes? Não vou. Não vou brigar com o Tribunal de Justiça. Não vou brigar com o Tribunal de Contas. Não vou brigar com a Assembleia, em hipótese alguma. É por isso que eu falo que o primeiro ponto é pacificar. Uma briga custa muito caro para a sociedade, caro para todos nós”, disse.
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"Não vou. Não vou brigar com o Tribunal de Justiça. Não vou brigar com o Tribunal de Contas. Não vou brigar com a Assembleia, em hipótese alguma. É por isso que eu falo que o primeiro ponto é pacificar. Uma briga custa muito caro para a sociedade, caro para todos nós”, disse.
A fala foi feita em uma reunião promovida pela Associação Mato-grossense dos Magistrados, na última segunda-feira (17). O Poder Judiciário tem o segundo maior orçamento entre os poderes, atrás apenas do Executivo.
Mauro voltou a afirmar que o governador deve “dar o exemplo” em relação ao corte de gastos necessário para enfrentar a crise financeira do Estado. O candidato citou como exemplo os gastos com viagens oficiais feitas com jatinhos fretados. De acordo com Mauro, uma ida a Brasília, por exemplo, custaria cerca de R$ 60 mil, muito acima dos R$ 1 mil, em média, de uma passagem em avião comercial.
O candidato falou em “criar um ambiente em que todo mundo vai remar na mesma direção”. “De repente, você me diz: ‘olha, Mauro. Abre mais uma vaga, me arruma mais tanto porque se eu abrir essa Vara especializada nisso, nisso e nisso eu vou arrecadar muito mais, vou combater a sonegação’. Opa! Essa conversa é até boa. Às vezes você investe mais, mas tem um retorno muito maior”, disse se dirigindo aos juízes e desembargadores.
A dívida de duodécimos em atraso com os poderes está atualmente próxima a R$ 1 bilhão. Valores que ficaram de 2016 foram pactuados por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), proposto pelo governador Pedro Taques. Valores em atraso de 2017 foram inclusos na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto de Gastos, sendo pagos com 10% do excesso de arrecadação. Há ainda valores atrasados de janeiro deste ano.
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alexandre 20/09/2018
se não cortar privilegios, não vai conseguir governar, nem fazer nada, o dinheiro é pouco, esperava mais de vc Mauro..
alexandre 20/09/2018
tem que reduzir, o saco não tem fundo.....
2 comentários