RAFAEL DE SOUSA
ABDALLA ZAROUR
O governador Mauro Mendes (DEM) anunciou que o Estado avalia enviar para a Assembleia Legislativa um novo pedido com o objetivo de liberar novo empréstimo, na ordem de 100 milhões de dólares, junto ao Banco Mundial, para investimentos estruturantes na área da Educação.
A declaração foi dada nesta terça-feira (19) durante a assinatura de 51 convênios com 26 municípios para construção e reforma de escolas estaduais e aquisição de veículos e equipamentos escolares, por meio do programa MT Mais.
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Mauro declarou que o montante foi oferecido pelo próprio Banco Mundial, com base no bom desempenho fiscal conquistado pelo Governo nos últimos anos.
“Então eles ofereceram isso para fazermos investimentos estruturantes em Mato Grosso e nós escolhemos a Educação”, explicou.
“É uma tratativa técnica com definição de diretrizes. O banco [Mundial] nos procurou e nos colocou essa possibilidade face ao acompanhamento das contas do estado que eles fazem e perceberam que fizemos, segundo eles, o melhor esforço fiscal que conhecem no Brasil”, continuou.
O governador detalhou ainda que pretende ir ao Nordeste em busca de projetos que deram certo e mudaram a Educação em vários estados brasileiros.
“Quero ir ao Ceará ainda neste começo de ano para passar dois ou três dias visitando escolas, conversando com diretores, secretaria, para entender alguns estados brasileiros, que trilharam de forma exitosa o caminho para melhorar a educação, e encurtar o caminho do que vamos fazer em Mato Grosso”, afirmou.
Além disso, Mauro lembrou que, além da estrutura, é preciso investir em um plano educacional que tenha condições de ser colocado em prática.
“Não é só boa escola que faz um bom ensino. Vamos continuar buscando tudo aquilo de bom que já foi feito nos estados para trazer essas experiências e adaptar dentro da realidade de Mato Grosso”, avaliou.
Empréstimo bilionário
Caso seja confirmado, este será o segundo empréstimo do Estado com o Banco Mundial.
Em 2019, seu primeiro ano de governo, Mauro Mendes conseguiu aprovar na Assembleia um empréstimo de US$ 332,610 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão).
À época, o objetivo era trocar a dívida dolarizada com o Bank Of America por outra com prazo bem maior e com juros mais baixos, que, segundo o Governo, gerou alívio de caixa de R$ 763 milhões para investir em áreas prioritárias e pagar dívidas com fornecedores.













