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17 de Fevereiro de 2021, 11h:22 - A | A

PODERES / A CONTA GOTAS

Mauro: Vacinação no Brasil vai mal, mas demitir Pazuello não resolve

A CNM divulgou nota nessa terça-feira (16) dizendo ser "necessária, urgente e inevitável" a troca do ministro da Saúde. O governador de Mato Grosso descarta que essa seja a solução para a celeridade da vacinação

Christiano Antonucci/Secom-MT

Governador Mauro Mendes diz que demissão neste momento vai complicar mais os problemas do país

Governador Mauro Mendes diz que demissão neste momento vai complicar mais os problemas do país

SÍLVIA DEVAUX
DA REDAÇÃO



O governador Mauro Mendes (DEM), disse em entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan, na manhã desta quarta-feira (17), que vai reforçar na reunião dos governadores com o ministro Eduardo Pauzello (Saúde) pedido para que o Governo Federal libere e ajude na negociação dos Estados para compra direta com os laboratórios estrangeiros que produzem vacina contra a covid-19 e descartou que a demissão do ministro, como tem sido cogitada, possa ser a solução para a celeridade da vacinação no Brasil.

Mauro lembrou que já tentou de todo jeito comprar a vacina, enviou cartas para carta para as embaixadas da China e da Índia, mas não conseguiu porque os laboratórios neste momento só estão negociando com os governos federais. Mato Grosso, argumentou ele, vacina a população com as doses que o Ministério da Saúde vem disponibilizando.

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"Nós sabemos que as coisas não estão bem e também não dá para dizer que estão. O Brasil tinha que estar vacinando pelo menos 10% da sua população e ter um horizonte aí de que até o final do ano nós vacinaríamos 100% da população brasileira", observou o democrata que defende a continuidade de Pazuello à frente da Saúde..

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou nota nessa terça-feira (16) dizendo ser "necessária, urgente e inevitável" a troca do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O que o governador de Mato Grosso avalia que não vai surtir efeito prático, mas caso ocorresse só geraria um desgaste político.

E, "neste momento, nós precisamos de coisas que ajudem a resolver os problemas e não compliquem mais os problemas do nosso país. Então, eu vejo que essa medida [demissão] não resolve. Nós temos que ajudar o ministro, nos apresentar, temos que colocar propostas viáveis", pontuou.

De qualquer forma, assinalou ainda Mauro, a demissão de qualquer ministro é uma única prerrogativa do presidente Jair Bolsonaro que não tem característica de não atender a pressões de ninguém.

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