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19 de Janeiro de 2021, 15h:33 - A | A

PODERES / POLÊMICA DA CORONAVAC

Mauro: Vacina obrigatória é discussão vazia; doses são escassas

MT recebeu 126 mil doses de vacina, que serão aplicadas em indígenas, idosos que estão em asilos e profissionais da saúde que estão na linha de frente de combate à covid.

Christiano Antonucci

Governador Mauro Mendes deixou claro que vacina quem quer.

Governador Mauro Mendes deixou claro que vacina quem quer.

FELIPE LEONEL
ABDALLA ZAROUR



A obrigatoriedade da vacinação contra a covid é uma discussão vazia, já que não há doses suficientes para toda a população, segundo o governador Mauro Mendes. Na última segunda-feira (18), Mato Grosso recebeu 126 mil doses da CoronaVac. Essas doses serão aplicadas inicialmente em profissionais da Saúde, idosos que estão em asilos e nos povos indígenas.

“Por enquanto, como temos um uma escassez muito grande, acho que seria inócuo falar em obrigatoriedade. Por enquanto, a vacina é livre, não tem nenhuma recomendação nacional muito menos estadual que seja obrigatória”, afirmou Mauro.

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O governador afirmou que não vai obrigar ninguém e a receber o imunizante, mesmo aqueles dos grupos de risco.

“As pessoas que estão dentro daquele grupo prioritário elas vão ter a disponibilidade de tomar a vacina. Se elas não comparecerem dentro de um prazo, eu não vou ficar estocando vacina não. A fila anda e nós vamos passar para os próximos grupos”, disse, na manhã desta terça-feira (19).

Na última semana, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM) apresentou um projeto de lei que pretende tornar obrigatória a vacinação para que as pessoas participem de atividades coletivas, como creches, escolas e também para viagens, além de serem impedidos de tomarem posse em serviços públicos.

Eduardo Botelho defendeu seu projeto e disse que o assunto precisa ser discutido bastante. Ela negou querer politizar o assunto.

“Nós temos que polemizar bastante o assunto, temos de discutir bastante e é isso que nós queremos. Eu não quero politizar, quero polemizar. Polemizar é nós criarmos essa discussão sobre o que é melhor. No meu entendimento, quando se trata de coletivo, o coletivo passa a ser mais importante que o individual”, explicou Botelho.

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