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25 de Janeiro de 2018, 18h:37 - A | A

PODERES / OPERAÇÃO DRÍADES

Mauro Savi vira réu no TJ por suposto desvio de R$ 104 milhões da Sema

Processo é referente à suposta fraude em créditos florestais para custear as campanhas eleitorais de Savi e do ex-deputado José Geraldo Riva em 2014.

RepórterMT/Reprodução

Savi é apontado com um dos líderes do suposto esquema criminoso na Secretaria de Meio Ambiente.

Savi é apontado com um dos líderes do suposto esquema criminoso na Secretaria de Meio Ambiente.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O deputado estadual Mauro Savi (PSB) virou réu no processo em que é apontado como líder de um suposto esquema que desviou aproximadamente R$ 104 milhões por meio de créditos florestais do Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), na Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

A denúncia aceita, por unanimidade, pelos desembargadores que compõem o Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso está baseada nas investigações da Operação Dríades, do Ministério Público Estadual (MPE), deflagrada em outubro de 2016.

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Os promotores do MPE afirmam, segundo a ação, que Savi e o ex-deputado José Geraldo Riva lideraram as fraudes nos créditos para custearem suas campanhas eleitorais ao Legislativo estadual durante o ano de 2014.

No entanto, apenas Mauro Savi pode responder o processo em 2ª instância por causa do foro privilegiado ao qual tem direito por estar no exercício do cargo de deputado. Já Riva e outros sete acusados, entre servidores da Sema, respondem ao processo na 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Ao receber a denúncia, o relator do processo, desembargador José Zuquim Nogueira, declarou que as investigações do Ministério Público Estadual preencheram os requisitos com fatos e circunstâncias que individualizam a conduta e sua tipificação do crime. 

Zuquim explicou, ainda, que “os elementos são oficiais do próprio órgão ambiental e com números estimados e conexos”. Entre as citações do desembargador está o fato de “empresas fantasmas terem feitos movimentações dos créditos”, além da confissão da servidora da Sema, Juliana Aguiar da Silva, sobre a fraude.

Denunciados

Nesta mesma ação, também são processados os servidores da Sema Paulo Miguel Renó; Juliana Aguiar da Silva e seu marido, Wladis Borsato Kuviatz; a assessora e uma prima de Savi, Fabricia Ferreira Pajanoti e Silva e Eliana Klitzke, respectivamente, e Audrei Valério Prudêncio de Oliveira.

Outro lado

Por meio de nota, a "defesa do deputado Mauro Savi considera  normal o recebimento da denúncia e vai aproveitar a instrução processual para provar sua inocência, uma vez que não houve provas sobre sua participação no suposto esquema de fraudes em créditos florestais".

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