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Cuiabá, 23 de Junho de 2026
23 de Junho de 2026

04 de Setembro de 2018, 07h:00 - A | A

PODERES / ALVO DO GAECO

Mauro e WF atacam Caravana da Transformação; 'papagaiada'

As declarações de Mauro Mendes e Wellington Fagundes ocorreram logo após 'Encontro com os candidatos 2018', realizado pela Famato, na tarde desta segunda-feira (3), em Cuiabá.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Em comentários sobre a Operação Catarata, que investiga supostas fraudes nos pagamentos de cirurgias, os candidatos ao Governo do Estado, Mauro Mendes (DEM) e o Wellington Fagundes (PR) criticaram o formato em que o Governo do Estado realizou as 14 edições da Caravana da Transformação.

O ex-prefeito de Cuiabá e atual candidato Mauro Mendes (DEM) disse que o caso é mais uma decepção com a atual gestão. "É lamentável que mais uma vez tenhamos notícias de desvios de comportamentos éticos nesta administração. É mais uma frustração para os mato-grossenses que acreditamos que esse poderia ser minimamente um Governo ético”.
O democrata também não descartou a possibilidade de colocar fim à caravana caso seja eleito governador.

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"Existem formas mais baratas, eficientes, ‘sem papagaiada’, sem gastos desnecessários com diárias, tendas, papelaria, propaganda e pouco dinheiro efetivamente aplicado naquilo que é objetivo. Vamos usar o princípio da saúde móvel, mas não neste formato e com desvio”, declarou Mauro Mendes.

“Com desvios [dinheiro] certamente não. Podemos prestar um serviço de saúde melhor por meio de um programa itinerante. No entanto, existem formas mais baratas, eficientes, ‘sem papagaiada’, sem gastos desnecessários com diárias, tendas, papelaria, propaganda e pouco dinheiro efetivamente aplicado naquilo que é objetivo. Vamos usar o princípio da saúde móvel, mas não neste formato e com desvio”, declarou Mauro Mendes.

Já o candidato Wellington Fagundes (PR) afirmou que ainda não é o momento de “apontar o dedo” para os culpados, mas “quem errou precisa pagar pelo que fez”.
Sem polemizar, o republicano criticou a maneira em que o governador fechou contrato com a empresa de São José do Rio Preto – São Paulo, a 20/20 Médicos e Serviços.

Ele sugeriu que o serviço contratado poderia ser bem mais barato se fosse feito com parceiros regionais, como Lions da Visão e as Santas Casas.

“Podemos reunir as entidades filantrópicas. Temos aqui o Lions da Visão que poderia ser o grande parceiro do Estado para resolver esse problema. O Governo resolveu buscar de fora, agora ele tem que dar explicações (por essa escolha). Eu como governador valorizaria o Lions da Visão porque teríamos um custo muito menor, além de ser respeitado porque prestam serviços como as Santas Casas e com custo menor”, respondeu.

Ao mesmo tempo, Wellington Fagundes disse que prefere não criticar as ações do Governo, mas aguarda uma resposta do Ministério Público Estadual (MPE) sobre a operação.

O Governo resolveu buscar de fora, agora ele tem que dar explicações (por essa escolha). Eu como governador valorizaria o Lions da Visão porque teríamos um custo muito menor, além de ser respeitado porque prestam serviços como as Santas Casas e com custo menor”, respondeu Fagundes.

“Eu não tenho condições de criticar um serviço que atendeu muita gente. Agora, se tem problemas os órgãos de controles estão aí para fiscalizar. O Político não pode ter medo de fiscalizar. Quem errou tem que pagar, mas eu não quero apontar o dedo para ninguém. Quem vai responder são órgãos de controle”, finalizou o assunto.

Operação

O MPE, por meio do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público de Cuiabá, realizou na manhã desta segunda-feira (3), a Operação Catarata. Agentes do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de MT e de SP cumpriram mandados de busca de apreensão na Secretaria de Estado de Saúde e na empresa 20/20 (Fábio Vieira da Silva), localizada em Ribeirão Preto.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, promotor de Justiça Mauro Zaque, o objetivo da operação é apurar “fatos graves na execução do contrato da Caravana da Transformação no tocante aos serviços de oftalmologia”.

Os mandados de busca e apreensão foram deferidos pela juíza Célia Vidotti em ação cautelar proposta pelo MPMT (veja mais aqui).

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