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02 de Julho de 2022, 18h:22 - A | A

PODERES / “ELEITOREIRO, FAZEM”

Mauro diz que falta coragem e sobra preguiça no Congresso para agir contra crime organizado

De acordo com Mauro, quando assunto é segurança pública, o Congresso “tem preguiça” de agir.

Reprodução

Mauro está "na bronca" com Congresso, que não age efetivamente, segundo ele

Mauro está "na bronca" com Congresso, que não age efetivamente, segundo ele

EUZIANY TEODORO
DAFFINY DELGADO



O governador Mauro Mendes (União Brasil) está “na bronca” com o Congresso Nacional que, segundo ele, só faz leis quando o objetivo é eleitoreiro, como é o caso da limitação ao ICMS dos combustíveis, energia, telecomunicações e transporte público. De acordo com Mauro, quando o assunto é segurança pública, o Congresso “tem preguiça” de agir.
“Quando eles querem, eles fazem. Eles demonstraram isso poucas semanas atrás, quando fizeram uma medida eleitoreira pra dizer que ia baixar o combustível. Em 15 dias aprovaram tudo que eles queriam fazer lá”, afirmou, em entrevista nessa quarta-feira (29).
Mato Grosso enfrenta uma onda de violência, em cidades como Sorriso e Cáceres, além de uma guerra de facções na fronteira. Questionado sobre o assunto, Mauro afirma que o que precisa mudar é a legislação brasileira. Acabar com o “polícia prende, justiça solta”. E, para isso, quem tem que agir é o Congresso.
“Algo mais sério tem que ser feito pelo congresso nacional e o congresso só não faz, porque não quer. Porque eles têm preguiça de fazer, não têm coragem de fazer. Se eles quiserem fazer leis para melhorar a atuação da segurança, enfrentar o crime organizado, eles fazem. Já mostraram que é possível fazer com essa medida eleitoreira.”
Mauro esclarece que os juízes que realizam as audiências de custódia, ocasião em que muitos criminosos são soltos, não o fazem porque são “bonzinhos”. Estão presos à legislação.
“Nós temos essas realidades no Estado, em Sorriso, Cáceres. A atuação da polícia tem sido ostensiva, mas muitas vezes você prende e a justiça solta. Não é porque o juiz é ‘bonzinho’ ou ‘fraquinho’, não. É porque assim a lei determina. Então, nós temos que mudar as leis nesse país e isso é papel do Congresso Nacional, que não tem coragem de fazer”, concluiu.

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