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Cuiabá, 03 de Junho de 2026
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08 de Novembro de 2022, 15h:10 - A | A

PODERES / SEM VIOLÊNCIA

Mauro defende “tolerância” com manifestantes em MT para evitar “explosão de conflitos”

Protestos contra vitória de Lula já dura nove dias no Estado com bloqueio nas rodovias e intervenções no trânsito da Capital

THAIZA ASSUNÇÃO
DO REPÓRTER MT



O governador Mauro Mendes (União) voltou a defender o diálogo com os manifestantes que protestam nas rodovias e em frente  a batalhões do Exército, contra a eleição de Lula (PT). Ele alerta que é preciso evitar uma explosão de violência no Estado.  

Os protestos já duram nove dias e Mato Grosso é o Estado com maior concentração de manifestações.

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Mauro citou o confronto entre a PRF e manifestantes em Novo Progresso (PA), onde uma criança sofreu intoxicação pelo uso de gás lançado policiais rodoviários federais contra um bloqueio.  

"Você viu o que aconteceu no Pará? É isso que vocês queriam que acontecesse em Mato Grosso? Usar métodos excessivos, não tiver um pouco de tolerância, você pode desencadear aí [conflitos]", afirmou.  

"Eu lamento, eu não aprovo, eu desaprovo qualquer tipo de cerceamento, mas o Estado vai procurar resolver isso com um pouco de diálogo até um certo limite, para que a gente não tenha uma explosão de conflitos dentro de Mato Grosso", disse. 

 O governador reforçou que a população tem o  direito de se manifestar, mesmo que alguns pedidos sejam antidemocráticos.

“Democracia é respeitar o direito da livre manifestação. Faz parte da democracia. E mesmo que as pessoas estejam falando algo que não tenha amparo no arcabouço jurídico brasileiro, na nossa legislação e nossa Constituição, você tem que respeitar isso, desde que aquilo só fique em palavras”, disse.  

“E até agora eles estão manifestando, dizendo palavras... E a gente tem que ter um pouco de tolerância neste momento. A intolerância pode levar o nosso país, nosso estado, qualquer nação a resultados que a história já nos mostrou que não é muito bom. Então, um pouquinho de paciência agora, um pouquinho de capacidade de ouvir, de dialogar, é a receita correta para a gente superar esse momento delicado da nossa trajetória política”, acrescentou.  

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