MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O governador eleito Mauro Mendes (DEM) e a bancada federal de Mato Grosso definiram, nesta terça-feira (30), que R$ 169 milhões em emendas parlamentares de 2018 serão destinados ao custeio da saúde pública. Mendes está em Brasília e se reuniu com os oito deputados federais e os três senadores de Mato Grosso em busca de recursos.
Em contrapartida, o Governo do Estado destinará R$ 88 milhões ao financiamento de infraestrutura na saúde e outras áreas que serão indicadas pelos parlamentares.
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Em contrapartida, o Governo do Estado destinará R$ 88 milhões ao financiamento de infraestrutura na saúde e outras áreas que serão indicadas pelos parlamentares.
O democrata vem se reunindo com todos os representantes de Mato Grosso para fazer a transição de Governo e preparar medidas que possam tirar o Estado da atual crise financeira. Na semana passada, ele esteve reunido com o governador Pedro Taques (PSDB), com o procurador-geral de Justiça Mauro Curvo e com o presidente eleito do Tribunal de Justiça, Carlos Alberto Alves da Rocha. Mendes ainda deve se reunir, possivelmente, nesta semana, com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Gonçalo Domingos Neto.
Com os poderes, Mauro vem negociando a redução dos duodécimos, os repasses mensais feitos para custeio, pagamento de salários e investimentos dos órgãos públicos. Há resistência dos representantes dos poderes.
Em outra frente, também vem sendo discutida a taxação do agronegócio, como meio de compensar a isenção fiscal dada ao setor pela Lei Kandir, que é nacional. A proposta é defendida por parlamentares do grupo de Mendes como o senador eleito Jayme Campos (DEM) e o deputado federal Carlos Bezerra (MDB).
A segunda etapa do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab 2) também deve ser reeditada. A promessa do governador Pedro Taques era de encerrar a cobrança sobre soja, algodão, madeira, gado e óleo diesel em dezembro deste ano, mas Mendes solicitou sua renovação. O Fethab 2 é responsável pela arrecadação de R$ 450 milhões anuais ao Estado. Durante a gestão Taques, o dinheiro foi utilizado para outros fins, incluindo a saúde.
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