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Para Maluf, a situação, como está, pode acarretar em mortes na unidade, por falta de condições de atendimento.
RENAN MARCEL
DO REPÓRTER MT
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) Guilherme Maluf afirmou na manhã desta quinta-feira (08) que o Hospital São Benedito está oferecendo atendimento "pela metade" à população cuiabana. Ele e o presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, estiveram na unidade, que se tornou alvo de polêmica entre a prefeitura de Cuiabá e a equipe de Intervenção na semana passada.
A vistoria deve resultar em uma flexibilização do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que a gestão de Emanuel Pinheiro (MDB) é obrigada a cumprir.
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"Está parcial o funcionamento do hospital. Está faltando as equipes, está faltando recursos e nós precisamos focar no atendimento pleno do São Benedito. E se for inviável, que outras unidades façam esse atendimento. Saúde você não pode fazer pela metade. Eu sinto que aqui nós não estamos tendo um atendimento pleno", declarou à imprensa.
Segundo o conselheiro, ainda não há um levantamento de quanto dinheiro é necessário para normalizar o atendimento. "Nossa equipe entrou hoje aqui, então eu vou levar alguns dias para a gente ter esses dados concretos", justifica.
Para Maluf, a situação, como está, pode acarretar em mortes na unidade, por falta de condições de atendimento.
Também nesta quinta-feira, uma reunião deve ocorrer entre a Secretaria Municipal de Saúde, o Ministério Público, vereadores, deputados e o TCE, com o objetivo de flexibilizar o TAC. Os pontos a serem abordados são a regulação e o financiamento dos serviços. Atualmente, o atendimento de urgência e emergência está sob responsabilidade do Governo Estadual, enquanto as cirurgias eletivas, sob a Prefeitura. No São Benedito, por exemplo, a Administração deve buscar o retorno dos serviços de cardiologia, que foram paralisados, e também a neurocirurgia, que durante a intervenção passou a funcionar no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).
"Foi o próprio TAC que fez com que a regulação ficasse com o Estado. Então, há a possibilidade de flexibilização. Nós entendemos que a regulação tem que voltar também a ser do Município. No São Benedito nós tivemos nove óbitos aqui, esta semana, e eu entendo que eles poderiam não ter acontecido se a distribuição desses pacientes tivesse sido na hora certa, para as unidades certas e os profissionais certos", argumenta Sérgio Ricardo.
"Vamos ver de que maneira podemos flexibilizar o TAC para melhorar o atendimento à população".












