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27 de Junho de 2017, 12h:14 - A | A

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Justiça Federal arquiva investigação contra Mauro Mendes na Ararath

A decisão é do último dia 16 de junho e conforme o juiz federal Jeferson Schneider, não foram encontradas provas que justificassem a abertura de um processo contra o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, no âmbito da operação.

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O ex-prefeito Mauro Mendes foi alvo da quinta fase da Operação Ararath, em maio de 2014, quando policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa e no gabinete dele na Prefeitura de Cuiabá.

O ex-prefeito Mauro Mendes foi alvo da quinta fase da Operação Ararath, em maio de 2014, quando policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa e no gabinete dele na Prefeitura de Cuiabá.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal, determinou o arquivamento do inquérito policial que investigava o envolvimento do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), com a Operação Ararath.

A decisão é do último dia 16 de junho e conforme o magistrado, não foram encontradas provas que justificassem a abertura de um processo contra o ex-gestor no âmbito da operação.

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Mauro foi alvo da quinta fase da Operação Ararath, em maio de 2014, quando policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do ex-prefeito e no gabinete dele na Prefeitura de Cuiabá.

Na ocasião, ele explicou ter contraído empréstimo de R$ 3,4 milhões, em 2012, junto a uma empresa de combustíveis cujo proprietário é Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, principal delator da operação. Uma nota promissória assinada por Mauro foi encontrada com o empresário com vencimento em janeiro de 2014.

Os agentes federais buscaram documentos referentes a um contrato para fornecimento de combustíveis à administração municipal firmado em agosto de 2013 com a mesma empresa.

O contrato foi celebrado em caráter emergencial com dispensa de licitação visando “evitar a interrupção do abastecimento da frota de veículos da municipalidade, entre eles ambulâncias, caminhões e máquinas responsáveis pelas obras e limpeza da cidade, entre outros”.

A empresa foi contratada sem licitação no valor de R$ 3,7 milhões para o fornecimento de combustíveis para a Prefeitura de Cuiabá, já na gestão de Mendes.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), após a análise dos documentos apreendidos “verifica, no presente momento, a inexistência de elementos plausíveis que justifiquem o oferecimento de denúncia em face de Mauro Mendes Ferreira (indícios suficientes da materialidade e autoria dos fatos delituosos”.

Dessa forma, o MPF requereu o arquivamento do inquérito e a devolução dos bens apreendidos, que “não apresentam relevância para a investigação”, o que foi acatado pelo juiz federal.

Jeferson Schneider também acolheu o pedido de compartilhamento das informações do inquérito com a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso, uma vez que o empréstimo contraído por Mauro com Júnior Mendonça se deu nas eleições de 2012, para pagamento de dívidas de campanha.

Operação

A Operação Ararath teve início em 2013 e investiga lavagem de R$ 500 milhões, através de empresas de factoring e combustíveis, comandadas pelo empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça. A partir das investigações, a Polícia Federal descobriu uma série de fatos que abalam as estruturas dos órgãos públicos de Mato Grosso.

Também são investigados o ex-deputado José Riva, o deputado estadual Mauro Savi (PSB), o conselheiro afastado do TCE, Sérgio Ricardo, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, os ex-conselheiros do TCE, Alencar Soares e Humberto Bosaipo, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), entre outros.

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