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Coronel Fernanda, Virginia Mendes e Rosa Neide representarão Mato Grosso na Câmara dos Deputados a partir de 2027.
DO REPÓRTERMT
A direita elegeu mais deputadas federais que a esquerda nas eleições de domingo (4). Das 109 mulheres que formarão a maior bancada feminina da história da Câmara, 52 pertencem a partidos classificados à direita, 47 à esquerda e dez ao centro.
Mato Grosso elegeu três deputadas federais: Coronel Fernanda (PL), Virginia Mendes (União Brasil) e Professora Rosa Neide (PT). Elas ocuparão três das oito cadeiras do Estado, equivalentes a 37,5% da bancada. Pelo mesmo critério de classificação partidária, são duas representantes da direita e uma da esquerda.
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O placar contraria a ideia de que a representação feminina seria território exclusivo da esquerda. Mulher conservadora também conquista votos, ocupa espaço e chega ao Congresso. Não precisa pedir licença à militância para isso.
Discordar das propostas dessas parlamentares é legítimo. Desqualificar sua presença por serem de direita é outra conversa. Quem defende mulheres na política precisa aceitar que elas também podem pensar diferente.
A esquerda teve maior participação feminina proporcionalmente ao tamanho de suas bancadas, e o PT liderou entre os partidos, com 25 eleitas, seguido pelo PL, com 22. No placar absoluto entre os campos, porém, a direita ficou à frente.
Para quem gosta de distribuir certificado de protagonismo feminino conforme a ideologia, as urnas deixaram um lembrete: representação não tem dono.








