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31 de Outubro de 2026

06 de Dezembro de 2024, 09h:45 - A | A

PODERES / LIGAÇÃO COM FACÇÃO

Juiz manda vereador Paulo Henrique depor na Comissão de Ética da Câmara

O vereador é réu em uma ação penal, acusado de liderar uma facção. Ele chegou a ser preso em setembro, durante a Operação Pubblicare.

Montagem/RepórterMT

Um processo que pode resultar na cassação de Paulo Henrique tramita na Câmara Municipal de Cuiabá

Um processo que pode resultar na cassação de Paulo Henrique tramita na Câmara Municipal de Cuiabá

VANESSA MORENO
DO REPORTÉR MT



O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, determinou que o vereador afastado Paulo Henrique de Figueiredo (MDB) compareça à Câmara Municipal de Cuiabá, em data estipulada pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, para apresentar sua defesa no processo de cassação que tramita contra ele na Casa.

O pedido foi feito pelo presidente da Comissão, vereador Rodrigo Arruda e Sá, na última terça-feira (03). A decisão judicial que determinou o afastamento de Paulo Henrique, impede que ele possa frequentar a Câmara, assim como qualquer outro órgão público. No entanto, é necessário que ele compareça na Casa para exercer o seu direito ao contraditório e à ampla defesa e para responder ao processo investigativo pela quebra de decoro parlamentar.

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Paulo Henrique é réu em uma ação penal acusado de liderar uma facção criminosa. De acordo com a investigação feita pela Polícia Federal, ele usava da sua influência política junto à Secretaria de Ordem Pública, onde é servidor de carreira, para garantir a liberação de licenças e alvarás para eventos organizados pela facção.

Ele foi preso em setembro na Operação Pubblicare, deflagrada pelas forças federais e municipais de segurança e cinco dias depois foi solto, com a determinação de diversas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira.

Desde que o processo disciplinar da Comissão de Ética foi instaurado, no dia 26 de setembro deste ano, os parlamentares vêm tentando notificar o vereador afastado, que tem fugido das notificações. Na primeira tentativa, um servidor da Câmara foi até à casa de Paulo Henrique, que o atendeu e disse que só assinaria a notificação no dia seguinte, na presença do seu advogado. Desde então houve diversas tentativas de encontrá-lo, tanto em sua residência, como via ligação, mensagens de WhatsApp, e-mail e correios, mas nenhuma foi bem-sucedida.

Contrariando as diversas tentativas de encontrá-lo, no dia 21 de novembro Paulo Henrique protocolou um pedido de vista do processo, alegando que não teve direito ao contraditório e à ampla defesa. O que foi considerado pelo vereador Rodrigo como falta de respeito com o trabalho da Comissão de Ética. O pedido foi negado.

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Agora com a decisão do juiz Jean Garcia, o próximo passo é a Comissão de Ética deverá estipular a data para que Paulo Henrique compareça na Câmara e apresente a sua defesa.

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