Cuiabá, 23 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
23 de Setembro de 2026

02 de Março de 2018, 09h:40 - A | A

PODERES / ARROLADO COMO TESTEMUNHA

Juiz dispensa depoimento de Paulo Taques sobre grampos na PM

O juízo considerou que o ex-secretário da Casa Civil está impedido de depor no caso por ser advogado do governador Pedro Taques (PSDB) , investigado na Corte Superior, em inquérito que tem como base fatos semelhantes.

RepórterMT

O ex-secretário Paulo Taques foi dispensado de depor em juízo.

O ex-secretário Paulo Taques foi dispensado de depor em juízo.

DA REDAÇÃO



O ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, que seria ouvido nesta sexta-feira (02), como testemunha arrolada pela defesa do cabo da Polícia Militar, Gerson Corrêa Júnior, apresentou pedido e foi dispensado pelo juiz Murilo Moura e demais juízes militares que acompanham o julgamento referente aos grampos telefônicos, no âmbito da PM.

O juízo entendeu que Paulo Taques está impedido de depor no caso por ser advogado do governador Pedro Taques (PSDB) , investigado na Corte Superior, em inquérito que tem como base fatos semelhantes aos apurados neste processo.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Paulo Taques deixou a sala de audiência sem falar com a imprensa, alegando que está proibido de conceder entrevistas.

Esta é a segunda audiência de julgamento sobre o caso dos grampos. Na anterior, o juízo concedeu o benefício de prisão domiciliar ao coronel Zaqueu Barbosa, que era apontado como mandante das escutas clandestinas e manteve a prisão do cabo Gerson, que foi apontado com maior participação. O militar é o único réu do processo que continua preso.

O cabo também arrolou como testemunha de defesa o governador Pedro Taques.

A possibilidade de Taques comparecer à audiência é remota. Ele  também pode escolher entre os dias 9, 12 ou 16 deste mês para ser ouvido.

Também foram arrolados como testemunhas, pela defesa do cabo: o promotor de Justiça Arnaldo Justino da Silva, o coronel Antônio Ribeiro Leite, o major Lucélio Ferreira Martins e o delegado Flávio Stringueta.

Figuram também como réus: os coronéis Zaqueu Barbosa (ex-comandante-geral da PM), Evandro Alexandre Lesco (ex-secretário-chefe da Casa Militar), Ronelson Barros (ex-adjunto da Casa Militar) e Januário Batista.

Comente esta notícia