DA REDAÇÃO
O ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, que seria ouvido nesta sexta-feira (02), como testemunha arrolada pela defesa do cabo da Polícia Militar, Gerson Corrêa Júnior, apresentou pedido e foi dispensado pelo juiz Murilo Moura e demais juízes militares que acompanham o julgamento referente aos grampos telefônicos, no âmbito da PM.
O juízo entendeu que Paulo Taques está impedido de depor no caso por ser advogado do governador Pedro Taques (PSDB) , investigado na Corte Superior, em inquérito que tem como base fatos semelhantes aos apurados neste processo.
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Paulo Taques deixou a sala de audiência sem falar com a imprensa, alegando que está proibido de conceder entrevistas.
Esta é a segunda audiência de julgamento sobre o caso dos grampos. Na anterior, o juízo concedeu o benefício de prisão domiciliar ao coronel Zaqueu Barbosa, que era apontado como mandante das escutas clandestinas e manteve a prisão do cabo Gerson, que foi apontado com maior participação. O militar é o único réu do processo que continua preso.
O cabo também arrolou como testemunha de defesa o governador Pedro Taques.
A possibilidade de Taques comparecer à audiência é remota. Ele também pode escolher entre os dias 9, 12 ou 16 deste mês para ser ouvido.
Também foram arrolados como testemunhas, pela defesa do cabo: o promotor de Justiça Arnaldo Justino da Silva, o coronel Antônio Ribeiro Leite, o major Lucélio Ferreira Martins e o delegado Flávio Stringueta.
Figuram também como réus: os coronéis Zaqueu Barbosa (ex-comandante-geral da PM), Evandro Alexandre Lesco (ex-secretário-chefe da Casa Militar), Ronelson Barros (ex-adjunto da Casa Militar) e Januário Batista.















