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15 de Maio de 2018, 11h:30 - A | A

PODERES / PROPINA NO DETRAN

Já beneficiado pelo sistema, Gilmar Fabris vai conduzir votação para soltar Mauro Savi

Fabris, apesar de ter ficado preso por 40 dias alega que não existe impedimento para que ele conduza a votação na ALMT

RepórterMT

O deputado estadual Gilmar Fabris afirmou que conduzirá o processo de soltura do colega Mauro Savi, assim que houver um entendimento entre os poderes Judiciário e Legislativo.

O deputado estadual Gilmar Fabris afirmou que conduzirá o processo de soltura do colega Mauro Savi, assim que houver um entendimento entre os poderes Judiciário e Legislativo.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), que também é o primeiro-vice-presidente da Assembleia Legislativa descartou se considerar impedido e afirmou que conduzirá o processo de soltura do colega Mauro Savi (DEM), assim que houver um entendimento entre os poderes Judiciário e Legislativo.

Savi foi preso na última quarta-feira (9), na segunda fase da Operação Bereré, que investiga pagamento de propina e fraudes no contrato do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) com a EIG Mercados Ltda, na ordem de R$ 27,7 milhões, entre os anos de 2009 e 2015.

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Os deputados teriam a prerrogativa de votar pela soltura do colega, através do artigo 29 da Constituição Estadual, porém o desembargador José Zuquim recomendou que a Assembleia se abstivesse de realizar a sessão para deliberação da prisão, sob pena de responderem pelo ato criminalmente. Zuquim também recomendou que o Sistema Penitenciário não permita que Savi deixe o Centro de Custódia da Capital, onde está preso.

Como o presidente do Legislativo, Eduardo Botelho (DEM), também é investigado no processo, se declarou impedido de conduzir o rito para a eventual soltura de Savi, Gilmar Fabris é quem deverá fazer com que o assunto tramite na Casa.

"Não pretendo me declarar impedido, mas quero conversar com Zuquim antes de tomar as providências. Se a recomendação for para votar, a sessão vai acontecer. Se não, o advogado do Mauro Savi vai dizer qual o caminho mais correto”, considerou o deputado.

“Acredito que precise existir um entendimento entre os poderes. O confronto não é o melhor caminho e esse processo precisa ser conduzido dentro da legalidade para não prejudicar ainda mais o colega. Por isso, entendo que a Procuradoria da Assembleia deve se entender com o desembargador e saber qual o motivo para a não votação”, disse Fabris, nesta terça-feira (15), em entrevista para a Rádio Capital FM.

O primeiro-vice-presidente já adiantou que não deve se declarar impedido, caso a votação seja realizada. Fabris também chegou a ser preso em setembro do ano passado e permaneceu 40 dias no CCC por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, sob acusação de obstrução da justiça na Operação Malebolge.

“O meu caso foi diferente e mais complicado, porque era um ministro de difícil acesso. Não pretendo me declarar impedido, mas quero conversar com Zuquim antes de tomar as providências. Se a recomendação for para votar, a sessão vai acontecer. Se não, o advogado do Mauro Savi vai dizer qual o caminho mais correto”, considerou o deputado.

Fabris classificou a prisão de Savi como desnecessária e apontou que todos os deputados votarão pela soltura do colega, caso a sessão aconteça.

“O Mauro mora aqui e vai estar à disposição da Justiça, por isso, não há motivo para ficar preso. O povo de Mato Grosso precisa dele no Parlamento e não na cadeia”, concluiu o parlamentar.

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