APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT
O relatório técnico da Polícia Civil, que serviu como base na denúncia do Ministério Público Estadual (MPMT) e afastou Emanuel Pinheiro (MDB) do cargo de prefeito, aponta que servidores comissionados foram obrigados a doarem dinheiro para as campanhas do político, tanto em 2016 quanto 2020.
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Conforme o depoimento de Mhayanne Escobar Bueno Beltrão Cabral, servidora da Empresa Cuiabana de Serviços Públicos no ano de 2021, o então secretário de Saúde Célio Rodrigues é quem recolhia o dinheiro.
Ela relata à Polícia Civil que doou R$ 1060 e fez isso pois Célio teria a “pressionado”. Ainda segundo Mhayanne, o valor era estipulado conforme o cargo ocupado e o salário recebido.
“Mhayanne disse que não tinha, mas Célio disse “é bom dar né?!”, e desse modo se sentiu pressionada e então efetuou a doação, assim como seu colega David”, diz trecho do depoimento.
Mhayanne foi alvo da Polícia Federal na Operação Curare, que investigou irregularidades na Saúde.
Assim como ela, outros comissionados investigados em operações na Saúde de Cuiabá também fizeram doações.
Luiz Antonio Possas de Carvalho, que também foi secretário de Saúde, doou R$ 25 mil em 2020. O ex-chefe de gabinete de Emanuel, Antônio Monreal Neto, fez vários repasses, sendo um de R$ 200, outro de R$ 800, R$ 1,6 mil, R$ 2 mil e R$ 3 mil.
O Assessor Executivo da Secretaria Municipal de Governo de Cuiabá, Gilmar de Souza Cardoso doou R$ 9 mil. O outro investigado, Milton Correa da Costa Neto passou R$ 10 mil.
A comissionada Adila Terezinha de Andrade doou em 2016, R$ 1,9 mil.
Benedito Oscar Fernandes, Joany Costa de Deus, Liandro Ventura da Silva e Célio Rodrigues doaram R$ 1,6 mil. Já João Henrique R$ 1,5 mil.
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