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Cuiabá, 18 de Junho de 2026
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28 de Setembro de 2018, 07h:00 - A | A

PODERES / ROMBO DE R$ 1 BILHÃO

Governo tenta salvar previdência vendendo dívida para o Banco Mundial

A ação prevê a venda da dívida do Estado com o Bank of America a juros menores e com carências.

MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO



O Governo do Estado negocia recursos com o Banco Mundial para financiar a Previdência do Estado e evitar o colapso do sistema de pagamento das aposentadorias e outros benefícios aos servidores públicos. O déficit da Previdência vem crescendo ano após ano, e chegou próximo a R$ 1 bilhão em 2017.

Um dos entraves para o acordo com o Banco Mundial seria a exigência de que o Governo suspendesse a realização de concursos públicos. A negociação foi anunciada pelo governador e candidato Pedro Taques (PSDB) em reunião na Associação Mato-Grossense dos Magistrados na quinta-feira (27). À imprensa, o governador afirmou que o acordo deve ser concluído após o período eleitoral.

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Taques lembrou o aumento dos valores retirados do caixa do Estado para cobrir os salários dos servidores aposentados.

“Eu fiz reuniões no Conselho e eu disse isso, que em cinco anos a Previdência vai estourar. Nós tentamos lá atrás um cronograma de entrada dos poderes na Previdência privada e a questão da alíquota", declarou Taques.

“A Previdência de Mato Grosso é um problema sério. Imagine: em 2014, o Silval Barbosa [ex-governador] tirou da Fonte 100 R$ 458 milhões e passou para a Previdência, para pagar os servidores aposentados. Da Fonte 100, que era para hospitais, escolas, e etc. Em 2017, o Pedro Taques já tirou R$ 958 milhões”, relatou o governador.

Mudanças no regime de Previdência dos servidores devem passar pelo Conselho Previdenciário, com participação do Governo e representantes dos trabalhadores e dos demais poderes. Em 2017, houve discussão de aumento na contribuição de 11% para 12,5% e depois 14%, por meio de um gatilho. A proposta apresentada pelo Governo não foi aprovada.

“Hoje, a solução para resolver isso é que nós temos uma negociação com o Banco Mundial. Eles poderiam investir na Previdência e também recomprar a dívida com o Bank of America a juros menores e com carências para que Mato Grosso possa sair desse momento”, argumentou.

“Eu fiz reuniões no Conselho e eu disse isso, que em cinco anos a Previdência vai estourar. Nós tentamos lá atrás um cronograma de entrada dos poderes na Previdência privada e a questão da alíquota. Mas no Rio de Janeiro foi reconhecida a inconstitucionalidade do aumento da alíquota e eu não vou tirar dinheiro dos servidores”, disse Taques.

“Hoje, a solução para resolver isso é que nós temos uma negociação com o Banco Mundial. Eles poderiam investir na Previdência e também recomprar a dívida com o Bank of America a juros menores e com carências para que Mato Grosso possa sair desse momento”, argumentou.

A venda do empréstimo com o Bank of America faz parte de um acordo separado da Previdência. A dívida, feita em dólares em 2012, vem criando dificuldades nos meses em que tem de ser paga. A moeda americana teve alta valorização nos últimos anos, aumentando consideravelmente a dívida.

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