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Cuiabá, 07 de Junho de 2026
07 de Junho de 2026

13 de Janeiro de 2021, 17h:12 - A | A

PODERES / CRISE NO INDEA

Governo quer ouvir presidente acusado de assédio sexual por servidora

 Marcos Catão, de 49 anos, está de férias e, só depois de seu retorno, poderá ser exonerado (ou não) pelo governo

ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO



O vice-governador Otaviano Pivetta (sem partido) comentou a denúncia envolvendo o nome do  presidente do  Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), Marcos Catão, de 49 anos,  acusado por uma ex-servidora de assédio sexual.

Para Pivetta, é preciso esperar que Catão retorne de férias, seja ouvido e a partir daí que o Governo tome uma decisão sobre o futuro do presidente do Indea.

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O vice-governador disse que não é contra nem a favor da demissão de Catão. 

Em entrevista ao RepórterMT,  na tarde desta quarta-feira (13), Pivetta disse que os fatos são de novembro e é preciso que o caso seja esclarecido antes de um pré-julgamento.

Reação nas mídias sociais

A primeira-dama Virgínia Mendes usou seu instagram para pedir ao governador Mauro Mendes (DEM) que tomasse providências sobre o caso.

A deputada Janaina Riva (MDB) também usou suas redes sociais e pediu o afastamento de Catão da presidência do Indea.

Entenda o caso 

Uma funcionária do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), 19 anos, acusa o presidente da autarquia de assédio sexual durante o trabalho. Ela pediu exoneração do posto.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil.

A ex-funcionária relatou que trabalhava no local há 7 meses e que, há 4 estava sob a chefia de Marcos Catão. Ela disse que precisava entrar no gabinete com frequência para servir café e mostrar o cardápio para o chefe e pedir refeições. 

No dia 12 de novembro de 2020, quando foi levar uma jarra de água no gabinete, a jovem conta que foi assediada sexualmente.

Consta no boletim de ocorrência que o chefe disse que não precisava ficar de máscara e, em seguida, começou a “massagear o pênis” enquanto olhava para ela. A servidora disse ter ficado em choque.

Depois do assédio, ela foi encorajada pelo pai a pedir demissão e registrar o boletim de ocorrência.

Outro lado

Nessa terça-feira (12), Marcos Catão afirmou que não praticou nenhum ato de assédio ou importunação sexual contra uma ex-servidora da autarquia. A afirmação está em uma nota de esclarecimento feita por seu advogado Francisco Faiad.

“O Sr. Marcos tem a consciência tranquila de que nunca cometera qualquer ato de assédio ou importunação sexual contra quem quer que seja, tendo agido sempre com respeito e hombridade nas relações com os demais servidores do Indea, do qual é servidor de carreira”, diz trecho da nota de esclarecimento.

 Ainda segundo o posicionamento, em dezembro, Catão solicitou cópia integral da denúncia, mas até agora não obteve resposta.

Ele aguarda “sereno ser convocado para depor na Delegacia da Mulher e ter os fatos investigados na seara criminal e administrativa, quando sua inocência será declarada”. 

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