ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO
O vice-governador Otaviano Pivetta (sem partido) comentou a denúncia envolvendo o nome do presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), Marcos Catão, de 49 anos, acusado por uma ex-servidora de assédio sexual.
Para Pivetta, é preciso esperar que Catão retorne de férias, seja ouvido e a partir daí que o Governo tome uma decisão sobre o futuro do presidente do Indea.
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O vice-governador disse que não é contra nem a favor da demissão de Catão.
Em entrevista ao RepórterMT, na tarde desta quarta-feira (13), Pivetta disse que os fatos são de novembro e é preciso que o caso seja esclarecido antes de um pré-julgamento.
Reação nas mídias sociais
A primeira-dama Virgínia Mendes usou seu instagram para pedir ao governador Mauro Mendes (DEM) que tomasse providências sobre o caso.
A deputada Janaina Riva (MDB) também usou suas redes sociais e pediu o afastamento de Catão da presidência do Indea.
Entenda o caso
Uma funcionária do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), 19 anos, acusa o presidente da autarquia de assédio sexual durante o trabalho. Ela pediu exoneração do posto.
Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil.
A ex-funcionária relatou que trabalhava no local há 7 meses e que, há 4 estava sob a chefia de Marcos Catão. Ela disse que precisava entrar no gabinete com frequência para servir café e mostrar o cardápio para o chefe e pedir refeições.
No dia 12 de novembro de 2020, quando foi levar uma jarra de água no gabinete, a jovem conta que foi assediada sexualmente.
Consta no boletim de ocorrência que o chefe disse que não precisava ficar de máscara e, em seguida, começou a “massagear o pênis” enquanto olhava para ela. A servidora disse ter ficado em choque.
Depois do assédio, ela foi encorajada pelo pai a pedir demissão e registrar o boletim de ocorrência.
Outro lado
Nessa terça-feira (12), Marcos Catão afirmou que não praticou nenhum ato de assédio ou importunação sexual contra uma ex-servidora da autarquia. A afirmação está em uma nota de esclarecimento feita por seu advogado Francisco Faiad.
“O Sr. Marcos tem a consciência tranquila de que nunca cometera qualquer ato de assédio ou importunação sexual contra quem quer que seja, tendo agido sempre com respeito e hombridade nas relações com os demais servidores do Indea, do qual é servidor de carreira”, diz trecho da nota de esclarecimento.
Ainda segundo o posicionamento, em dezembro, Catão solicitou cópia integral da denúncia, mas até agora não obteve resposta.
Ele aguarda “sereno ser convocado para depor na Delegacia da Mulher e ter os fatos investigados na seara criminal e administrativa, quando sua inocência será declarada”.













