MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
O suplente de senador, Fábio Garcia, presidente do Democratas, em Mato Grosso disse que o fato do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) ser amigo de longa data da família Campos não o credencia para que o partido o apoie na sua possível candidatura à reeleição, em 2020.
"Sem problema nenhum. Ele pode ser amigo de todo mundo. Isso não transforma o Emanuel no candidato que o DEM possa apoiar. Uma coisa é absolutamente diferente da outra", disse Garcia em conversa com jornalistas durante a reabertura da Santa Casa de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (23).
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Em entrevistas recentes, Emanuel comentou em tom de brincadeira que o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, "até chora para que ele concorra à reeleição".
Questionado se procedia o apoio de uma das principais lideranças do DEM ao prefeito, Fábio ironizou a situação.
"Ele pode ser amigo de todo mundo. Isso não transforma o Emanuel no candidato que o DEM possa apoiar. Uma coisa é absolutamente diferente da outra", disse Garcia.
"Uai, isso é uma conversa dele com o Botelho. Eu não tenho lágrima nenhuma para ele [Emanuel] ser candidato à reeleição".
Nos bastidores, há muitos comentários de que o DEM estaria rachado em torno da discussão, pois existiria um grupo que apoiria a reeleição de Emanuel e outro que defende que o partido lance uma candidatura própria, majoritária ao Palácio Alencastro:
Garcia nega qualquer divisão na legenda, mas que de antemão defende um projeto próprio para o DEM visando à Prefeitura de Cuiabá.
"Eu avalio que o Emanuel não é um bom administrador para Cuiabá e defendo que o Democratas não o apoie à reeleição. Defendo ainda que o DEM tenha um novo projeto para a cidade. Não tem crise em possível divisão, cada um tem sua posição, que será discutida dentro do partido, em momento oportuno", ressaltou.
"Uai, isso é uma conversa dele com o Botelho. Eu não tenho lágrima nenhuma para ele [Emanuel] ser candidato à reeleição".
Garcia também pontou que é cedo para falar de eleição e de possíveis nomes do DEM para a disputa.
Lembrou que os partidos fecham suas filiações apenas em março do ano que vem, e que até lá ainda há muito tempo para o Democratas atrair novas lideranças para o partido.
"Eu acho que a gente tem que trabalhar agora e ano que vem nós iremos falar do processo eleitoral", frisou o democrata.
O mesmo posicionamento, de que o objetivo é a candidatura própria, foi colocado recentemente pelo secretário da legenda, o ex-deputado federal, Júlio Campos (DEM). Ele citou que o partido busca a construção de um nome forte para a disputa. Mas não descartou que a sigla possa se aliar a outra leganda, caso isso não ocorra.













