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14 de Setembro de 2026, 10h:12 - A | A

VARIEDADES / DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Log Lab amplia formação em tecnologia e capacita profissionais da Semfaz de São Luís

Capacitação reuniu cerca de 15 profissionais e combinou conhecimentos técnicos, habilidades comportamentais, metodologias ativas e aplicações de inteligência artificial

Assessoria

Profissionais da Secretaria Municipal da Fazenda participaram de atividades práticas voltadas às competências exigidas atualmente pelo mercado de tecnologia.

Profissionais da Secretaria Municipal da Fazenda participaram de atividades práticas voltadas às competências exigidas atualmente pelo mercado de tecnologia.

DO REPÓRTERMT



A escassez de mão de obra qualificada é um dos gargalos mais sentidos hoje pelo setor de tecnologia, e também um dos mais difíceis de resolver em tempo hábil, já que formar um bom analista de requisitos não é questão de meses. Diante desse cenário, a Log Lab optou por um caminho pouco convencional: em vez de disputar no mercado profissionais já prontos, passou a formar os próprios analistas internamente. Foi esse movimento que levou a empresa à Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz) de São Luís, no Maranhão, onde realizou uma capacitação em análise de requisitos.

A formação atendeu a uma solicitação do próprio órgão e reuniu cerca de 15 participantes, entre analistas de requisitos, profissionais de outras áreas da T.I. e gestores da administração municipal. A iniciativa integra uma frente de capacitações da Log Lab que teve início em Cuiabá, onde a empresa é sediada, e que agora se estende a outras localidades do país.

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Por trás dessa frente está o DCT, o Departamento de Conhecimento e Transformação, área da Log Lab dedicada a estruturar e conduzir a capacitação técnica dos profissionais da empresa e de seus clientes. É essa estrutura que dá consistência metodológica às formações e permite replicá-las, com os devidos ajustes, em diferentes contextos e públicos.

Responsável pela capacitação em São Luís, o gestor Luiz Eduardo Nunes, de People Intelligence da Log Lab, explica que o treinamento foi desenhado para cobrir as competências que o mercado hoje exige de um analista de requisitos. "A gente fez toda uma trilha, uma trajetória, com as principais skills que o mercado atual espera de um profissional que lida com uma parte tão sensível, que é o requisito", afirma.

O rigor técnico aparece na amplitude do conteúdo. Os participantes trabalharam pensamento crítico e resolução de problemas, identificação de problemas e abstração de soluções, técnicas de elicitação e modelagem de requisitos, além de BPMN, notação usada para mapear processos de negócio. A programação também incluiu identificação de bugs, estimativas para analistas de requisitos, critérios de aceitação e a categorização de requisitos (de negócio, de stakeholder, funcionais e não funcionais), com foco em como cada categoria influencia a qualidade da solução entregue no fim da cadeia.

Para Luiz Eduardo, esse cuidado responde a um dos desafios centrais da engenharia de software: compreender o problema antes de partir para a solução. "Dentro da engenharia de requisitos, trabalha-se muito essa parte de entender qual é a dor do cliente, qual é o problema que estamos resolvendo quando vamos construir um software", destaca.

A inteligência artificial também entrou na grade, com atividades práticas voltadas ao uso de ferramentas de IA como apoio ao trabalho do analista, sempre com atenção ao uso responsável dessas tecnologias. O professor Cleiton Fernandes ressaltou:

“Foi uma experiência muito gratificante. Adaptamos o treinamento à realidade regional de São Luís e às necessidades do time e do cliente, com foco em conhecimentos técnicos, exercícios práticos e aplicação de inteligência artificial. Percebemos uma evolução significativa dos analistas ao longo da semana e acreditamos que foi uma troca muito proveitosa para todos.”

Dentro da Log Lab, a formação também cumpre outro papel: abrir espaço para que profissionais juniores se aprofundem tecnicamente e amadureçam dentro da própria carreira, num modelo de desenvolvimento que acontece de dentro para fora, formando pessoas para os desafios reais do dia a dia, não apenas para uma vaga específica.

A experiência em São Luís, segundo Luiz Eduardo, também alimenta o próprio processo de aperfeiçoamento da Log Lab. "A gente vem aperfeiçoando e delineando melhor tudo que estamos fazendo, tanto em termos de conteúdo quanto na forma de ministrar esse conteúdo, respeitando o contexto de cada local, órgão ou projeto", afirma.

Para ele, cada capacitação deixa lições que se somam às próximas. "Cada experiência tem sido agregadora. Temos coletado mais aprendizados e procurado aperfeiçoar algo que considero potencialmente entregável para várias outras frentes, outros projetos e outras localidades", avalia.

A proposta, resume Luiz, é levar conhecimento para além da capacitação individual, considerando os efeitos que o trabalho desses profissionais produz nos projetos, nos clientes e, em última instância, na sociedade. "Educação transforma vidas. A essência de tudo, no final das contas, é a educação", conclui.

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