MARIA JULIA SOUZA
DA REDAÇÃO
O ex-secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia e os médicos Luciano Correia Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer confessaram o pagamento mensal de propina a agente público, em contrato do Hospital Municipal São Benedito.
Os três são réus da Operação Sangria, que investiga fraude na saúde do Estado e do Município. Eles tiveram a liberdade concedida, na última sexta-feira (3), pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
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Huark, Fábio e Luciano também assumiram irregularidades na composição de preço no termo de referência da licitação do Hospital São Benedito. Todas as empresas participantes do certame eram de propriedade dos acusados.
Segundo o procresso, os acusados vão informar à Justiça todos os detalhes de como eram feitos os pagamentos de proprina, desse e de outros contratos.
Para a magistrada, não existem mais razões para a manutenção das prisões, devido à postura colaborativa dos acusados.
A prisão preventiva tinha sido determinada para garantir que não houvesse obstrução nas investigações, como destruição de proves e ameaças de testemunhas, mantendo a ordem pública.
No entanto, a juíza descreve que no curso da ação os acusados colaboraram com as investigações.
Operação Sangria
A investigação da Operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário público, vinculados à Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.
Segundo a apuração, a organização mantinha influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencente a eles (Proclin/Qualycare) possam atuar livremente no mercado.
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