DA REDAÇÃO
A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, atendeu o pedido de declínio de competência, feito pelo Ministério Público Estadual (MPE) e determinou a remessa do processo da Operação Sangria para a Justiça Federal.
A ação é referente às investigações de organização criminosa formada para favorecer as empresas Proclin e Qualycare em contratos com o Governo do Estado e a Prefeitura de Cuiabá. Ambas as empresas eram administradas pelo médico e ex-secretário de Saúde da Capital, Huark Correia, que está preso.
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Conforme as investigações, as contratações eram feitas com sobrepreço e os pagamentos eram feitos sem a devida contraprestação de serviços.
O processo é remetido para a Justiça Federal por considerar que os contratos eram pagos com verba destinada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por intermédio do Fundo Nacional de Saúde.
No entendimento do MP, apresentado à Sétima Vara Criminal, a mesma seria incompetente para julgar a ação penal.
Além de Huark Correia, também são réus na ação: o ex-adjunto da Secretaria de Saúde de Cuiabá, Flávio Alexandre Taques da Silva, os médicos Fábio Liberali Weissheimer e Luciano Correa Ribeiro, os empresários Adriano Luis Alves Souza e Celita Natalina Liberali Weisseheimer, asism como os administradores Kedna Iracema Fontenele Servo Gouvea e Fábio Alex Taques Figueiredo.
Suposta delação
Huark Douglas Correia e os médicos Luciano Correia Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer, presos desde o dia 30 de março, retiraram no dia 12 de abril, os pedidos de Habeas Corpus e solicitaram o cancelamento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) de suas solturas.
Nos bastidores, a desistência sinaliza que os réus estão tentando formalizar um acordo de delação premiada.













