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07 de Abril de 2022, 09h:41 - A | A

PODERES / OPERAÇÃO FAKE NEWS

Empresário, jornalista e ex-servidores da prefeitura de Cuiabá são indiciados

Os suspeitos foram indiciados pelos crimes de injúria, calúnia, difamação, perseguição, falsa identidade e associação criminosa

DA REDAÇÃO



A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Informáticos (DRCI), concluiu nesta quinta-feira (06.04) o inquérito da Operação Fake News, deflagrada em dezembro de 2021, para apurar a conduta de uma possível associação criminosa voltada à criação e divulgação de notícias falsas com motivação política. Os indiciados são: Marco Polo Pinheiro, o "Popó", irmão do prefeito Emanuel Pinheiro; os ex-servidores da Prefeitura de Cuiabá Luiz Augusto Vieira Silva e William Sidney Araújo de Moraes; e o jornalista Alexandré Aprá.

Eles foram acusados dos crimes de injúria, calúnia, difamação, perseguição (todos na forma majorada), falsa identidade e associação criminosa.

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De acordo com a Polícia Civil, nos fatos apurados no inquérito, instaurado na DRCI, foi identificada uma associação criminosa responsável pela fabricação e disseminação de fake news e arquivos digitais (fotos, vídeos, memes, textos apócrifos e outros) de conteúdo ofensivo contra agentes políticos, empresários e servidores públicos do Estado.

O trabalho investigativo tecnológico permitiu identificar que os quatro indiciados integravam a associação criminosa com motivação política. Um dos indiciados no inquérito cumpre pena em regime aberto, em razão de condenação por roubo majorado, furto qualificado e por integrar quadrilha de roubo a banco.  

Nas apurações, foram colhidos elementos informativos em mais seis inquéritos policiais, que estão em fase conclusiva, sendo possível estabelecer a conexão e coordenação entre os investigados.

O inquérito, agora, segue para o Ministério Público Estadual (MPMT), que decidirá se formaliza a denúncia junto ao Poder Judiciário.

Outro lado

Por meio de nota, o jornalista Alexandre Aprá diz estar sendo alvo de represálias por ter representado contra o delegado, promotor e o governador. 

"Estou sofrendo represália porque representei o delegado e o promotor do inquérito por obstrução de Justiça no inquérito que apura a contratação de um detetive particular que foi filmado dizendo ter sido contratado pelo governador do Estado por intermédio de um fornecedor.

Ambos estão trabalhando para obstruir o andamento da investigação da contratação do detetive e tentar desqualificar a notícia-crime que apresentei me envolvendo em fatos que em nada tem a ver com o que denunciei. Mas, não temo nada porque há fartos elementos no inquérito sobre a contratação do detetive e, mesmo com a recusa do delegado da DRCI e do promotor do caso em investigá-los, a verdade irá aparecer". 

 

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