MÁRCIA MATOS
DA REDAÇÃO
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) aponta que a denúncia de suposta pedalada fiscal de sua gestão, feita ao Ministério Público tem total cunho eleitoreiro. A denúncia foi feita pelos vereadores de oposição Marcelo Bussiki (DEM) e Felipe Wellaton (Cidadania).
“Então fica caracterizada a digital eleitoreira. Ela está caracterizada justamente por serem dois vereadores pré-candidatos, que num período pré-eleitoral formularam uma denúncia mais descabida possível e jogando contra Cuiabá, para tentar impedir que Cuiabá busque mais investimentos para melhorar a vida das pessoas para melhorar a cidade”, disse o prefeito ao
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Bussiki é cotado como um dos nomes do DEM para a disputa à Prefeitura de Cuiabá e Wellaton já se declarou pré-candidato. O prefeito afirma que o ataque é direcionado de forma eleitoral a ele, mas prejudica diretamente a realização de novas obras na cidade por poder afetar a capacidade de contratação de novos investimentos.
“Então fica caracterizada a digital eleitoreira. Ela está caracterizada justamente por serem dois vereadores pré-candidatos, que num período pré-eleitoral formularam uma denúncia mais descabida possível".
“É lamentável tudo isso, mas já que ocorreu é importante que a sociedade saiba quem são os autores dessa denúncia leviana contra Cuiabá e nós vamos seguir o protocolo. Já determinei à minha equipe técnica, inclusive ao Comitê de Ajuste Fiscal para realizar todos os levantamentos necessários que o Tesouro está pedindo para comprovar a veracidade de tudo aquilo que foi apresentado e que levou Cuiabá à nota B e com isso derrubar essa denúncia infundada, uma denúncia sem nenhum embasamento técnico”, reforçou.
Questionado se pretende acionar judicialmente os vereadores, o prefeito disse que deixa a situação à cargo da Procuradoria do Município.
“Acho que a maior forma de responsabilizá-los é mostrar, baixar a cortina e desvendar os autores dessa ação contra Cuiabá. A sociedade sabendo que são pré-candidatos a prefeito, a sociedade por si só vai entender a que ponto chega a politicagem eleitoreira”, concluiu.
"A sociedade sabendo que são pré-candidatos a prefeito, a sociedade por si só vai entender a que ponto chega a politicagem eleitoreira”, concluiu.
Entenda o caso
O Ministério Público de Mato Grosso investiga denúncia de que em 2019, a Prefeitura de Cuiabá teria anulado mais de R$ 320 milhões e cancelado outros R$ 11 milhões de dívidas de forma suspeita, como forma de melhorar o desempenho das finanças do município. A denúncia foi feita pelos vereadores Felipe Wellaton e Marcelo Eduardo Bussiki (DEM) em março deste ano.
Devido à denúncia, a Secretaria do Tesouro Nacional publicou que a capacidade de pagamento (Capag) de Cuiabá está suspensa por falta de esclarecimento acerca de distorções nos seus demonstrativos contábeis e fiscais. O Tesouro cobra explicações do Município sobre possível pedalada fiscal. Cuiabá estava com nota B, quando teve a Capag suspensa.
Nesta quarta-feira (26) a Prefeitura de Cuiabá emitiu nota taxando a denúncia que gerou a suspensão da nota Capag como leviana e maldosa. A publicação reforça que a gestão da Capital continua a ter capacidade para empréstimos com garantia da União.













