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04 de Agosto de 2019, 15h:20 - A | A

PODERES / ALERTA DO TCE

Emanuel rebate conselheiro e garante que concursos não estouram Lei de Responsabilidade Fiscal

Prefeito solicitou audiência com conselheiro Moisés Maciel, devido ao termo de alerta sobre excesso de gastos no primeiro quadrimestre do ano.

RepórterMT

Emanuel Pinheiro afirma que enviará projeto de reforma administrativa.

Emanuel Pinheiro afirma que enviará projeto de reforma administrativa.

KAROLLEN NADESKA



O prefeito Emanuel Pinheiro (DEM) descartou a hipótese de a Prefeitura de Cuiabá estourar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ao colocar em andamento dois concursos públicos, nas áreas da Educação e Assistência Social.

O chefe do Executivo contrariou os números apresentados na recomendação feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que apontou que no primeiro quadrimestre deste ano foram usados 52, 53% da Receita Corrente Líquida (RLC), devido ao gasto de pessoal.

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O termo de alerta, publicado no dia 26 de julho, apontou ainda que a arrecadação do Município ficou abaixo do previsto, podendo ser impedido de fazer reajustes, adequação de remuneração a títulos, criação de cargos, empregos ou funções, entre outros.

“Já pedi uma audiência com o conselheiro e não sei de onde que tirou isso. Muito pelo contrário, nós arrecadamos no ano passado somente com ISS [Imposto Sobre Serviço], mais ou menos R$ 260 milhões a R$ 270 milhões. Esse ano vamos passar dos R$ 300 milhões”, disse o prefeito.

Em contrapartida, Emanuel afirmou que solicitou uma audiência com o conselheiro Moisés Maciel, do TCE, para revisar a íntegra e fonte dos números.

“Já pedi uma audiência com o conselheiro e não sei de onde que tirou isso. Muito pelo contrário, nós arrecadamos no ano passado somente com ISS [Imposto Sobre Serviço], mais ou menos R$ 260 milhões a R$ 270 milhões. Esse ano vamos passar dos R$ 300 milhões. A receita nossa está altamente satisfatória e é o que está segurando Cuiabá”, explicou durante entrevista na manhã da última quinta-feira (31).

Paralelo a isso, o prefeito anunciou a criação de um comitê que terá a responsabilidade de fiscalizar as finanças. Ele também retirou a “liberdade” econômica dos secretários e disse que irá diminuir o ritmo da entrega de obras.

“Passou batido um decreto que eu publiquei no dia 1° de julho, criando o Comitê Técnico de Ajuste Fiscal e nada é aprovado que não seja por esse comitê que tem a palavra final do prefeito”, afirmou.

Emanuel destacou ainda que fará uma reforma administrativa que será encaminhada à Câmara de Vereadores para aprovação e sansão na segunda-feira (05). Para isso, serão feito cortes previstos em algumas pastas, bem como a troca de secretários e fusão de secretarias.

Os nomes dos secretários passíveis de transição serão decididos no final de semana, assegurou Emanuel.

“Eu só posso garantir o seguinte: pode ter extinção de secretarias e/ou pode ter criação de secretarias, mas não vai haver gastos a mais”, finaliza.

 

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