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27 de Novembro de 2024, 18h:00 - A | A

PODERES / OPERAÇÃO SISAMNES

Desembargador João Ferreira Filho teria recebido R$ 100 mil para soltar PM, diz ministro do STF

Decisão de ministro elencar novas suspeitas sobre desembargador.

Divulgação

João Ferreira Filho está afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

João Ferreira Filho está afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

DO REPÓRTERMT



A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a deflagração da Operação Sisamnes apontou que recai sobre o desembargador João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a suspeita de ter vendido a decisão que concedeu liberdade ao sargento Victor Ramos de Castro, da Polícia Militar, em 2021.

Conforme apontado pelo ministro, a partir da investigação da Polícia Federal, no plantão judiciário do dia 28 de junho de 2021, o desembargador mandou soltar o PM ao conceder um habeas corpus em seu favor.

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Posteriormente, mensagens extraídas do aparelho celular do advogado Roberto Zampieri demonstraram que haveria um acordo para a soltura do acusado mediante pagamento de valor em dinheiro.

“Andreson, por favor aperte senhor do HC, esse cidadão está muito folgado. Quando precisa agente [sic] se desdobra e atende o pedido, e agora não cumpre o combinado? Aperta esse cidadão”, enviou Zampieri à Andreson, apontado como um lobista com acesso a magistrados e servidores do Judiciário.

Em 12 de julho do mesmo ano, após Zampieri enviar os seus dados bancários, Andreson lhe transferiu R$ 100 mil por meio de sua empresa, a Florais Transportes Eireli.

“Segundo a representação, Victor Ramos de Castro seria um sargento da Polícia Militar seria o beneficiário com a ordem de soltura”, aponta Zanin.

“A quantidade de diálogos e conversações, refletidos em prints e documentos juntados pela Polícia Federal, mostram uma quantidade significativa de solicitações e recebimentos de vantagem econômica indevida”, afirmou o ministro. “Entendo que os indícios revelados até aqui se qualificam como suficientes para demonstrar o envolvimento de João Ferreira Filho na empreitada criminosa”, concluiu.

João Ferreira Filho e Sebastião Moraes Filho estão afastados dos cargos no TJMT desde agosto por conta da suspeita de envolvimento em esquema de venda de sentenças revelado a partir do conteúdo extraído do telefone celular de Roberto Zampieri. Os dois deverão passar a usar tornozeleira eletrônica, conforme decisão judicial.

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