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Cuiabá, 30 de Maio de 2026
30 de Maio de 2026

24 de Agosto de 2018, 13h:13 - A | A

PODERES / DESVIO DE R$ 30 MILHÕES

Deputado e ex-secretário saem da cadeia após 105 dias

Ambos são acusados de liderar esquema de desvio de dinheiro público no Detran, por meio de contrato com a EIG Mercados.

MIKHAIL FAVALESSA
RAFAEL MACHADO



O deputado estadual Mauro Savi (DEM) e o advogado Pedro Jorge Taques deixaram o Centro de Custódia da Capital, às 13h, desta sexta-feira (24). Ambos deixaram a unidade juntos em uma caminhonete, sem falar com a imprensa.

Em seguida, saiu da unidade o ex-secretário da Casa Civil do Estado, Paulo Taques, que assim como o deputado é apontado como líder do esquema que teria desviado cerca de R$ 30 milhões dos cofres do Detran, por meio de contrato com a EIG Mercados.

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Também tiveram a soltura autorizada e devem deixar a cadeia a qualquer momento os empresários Claudemir Pereira dos Santos e Roque Anildo Reinheimer. Todos são alvos da Operação Bereré e foram presos no dia 09 de maio.

Os réus terão suas atividades monitoradas por seis meses, sem tornozeleira eletrônica. A condição foi imposta pelo desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, para conceder liberdade aos cinco, que são réus da Operação Bereré.

O desembargador determinou que os réus devem comparecer uma vez por mês em juízo para informar suas atividades, endereço atual e número de telefone. A medida pode ser renovada por outro período por decisão do próprio desembargador. Os réus ainda ficaram proibidos de sair de casa à noite e nos dias de folga, não podem deixar o país e devem comparecer a todos os atos processuais quando intimados.

Além deles, o empresário José Valter Kobori havia conseguido liberdade anteriormente por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele não é monitorado por tornozeleira eletrônica, mas ficou proibido de ter contato com outros investigados.

Na quinta-feira (23), o pleno do Tribunal de Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra os seis investigados na Bereré. 

Os desembargadores também decidiram sobre os pedidos de liberdade. Os magistrados entenderam que eles são réus primários, as provas já foram anexadas ao processo e que os acusados já não podem atrapalhar as investigações, "principalmente em razão da suspenção do contratado da EIG com o Detran".

Votaram pela manutenção das prisões preventivas os desembargadores Serly Marcondes, Sebastião Farias, Nilza Possas, Orlando Perri, Guimar Borges, Rubens de Oliveira, Rondon Bassil.

Votaram pela soltura: Paulo da Cunha, Sebastião Filho, Juvenal Pereira, Luiz Ferreira, Marcos Machado, Dirceu dos Santos, Carlos Alberto, Helena Maria, Antônia Siqueira.

O esquema

A denúncia do MPE aponta que Mauro Savi chefiou o esquema entre 2009 e 2014, sendo que o ex-secretário Paulo Taques teria assumido a função de 2014 a 2018. A EIG Mercados foi contratada para o registro dos financiamentos de veículos de todo o Estado junto ao Detran. Até 2014, Os valores pagos à empresa teriam sido, em parte, repassados à Santos Treinamentos, que o MPE e o desembargador José Zuquim afirmam que a empresa seria de fachada.

A partir mudança de gestão no Governo do Estado, os recursos teriam sido pagos ao empresário José Kobori a título de “bônus” nos salários recebidos por ele como diretor da EIG Mercados. Ao menos R$ 2,6 milhões teriam sido desviados neste período.

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Fenix 25/08/2018

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