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30 de Novembro de 2019, 13h:48 - A | A

PODERES / GESTÕES BLAIRO / SILVAL

Denunciado pelo MPF: Só pegou obra quem entrou em esquema do Bic Banco

Esquema consistia em pegar cartas ‘frias’, comprovando que as empresas tinham créditos com o Governo, para fazer empréstimo junto ao falido Bic banco. Dinheiro ia para grupo político.

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A denúncia do MPF foi oferecida em agosto deste ano e segue em trâmite na 5ª Vara Federal Criminal.

A denúncia do MPF foi oferecida em agosto deste ano e segue em trâmite na 5ª Vara Federal Criminal.

RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO



O empresário Ulisses Vigano Júnior disse, em depoimento, que só pegava obra do governo, nas gestões Silval Barbosa e Blairo Maggi (PP), quem aceitasse participar de esquema junto com o BIC Banco, desvendado pela Operação Ararath.

Vigano é um dos 14 denunciados pelo Minsitério Público Federal (MPF) por participar de crimes de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta, num esquema que envolveu o Governo de Mato Grosso, empresas prestadoras de serviço e o antigo Bic Banco.

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“Faziam este tipo de Carta, só que as cartas que eram para uso político (…) todas as empresas pegavam cartas frias, levavam a carta lá no BIC, pegavam o dinheiro, no meu caso eu transferia a maior parte pelo Brasil (…) sacava e era distribuído (…) era assim a condição para pegar a obra no Governo Maggi e no Governo do Silval (…)”, disse.

A afirmação do empresário, representado como dono da Construtora Consnop Construções Civis, foi feita em depoimento durante processo insterução e julgamento. Ele afirmou eu tomou empréstimos do Bic Banco a pedido do de integrantes do grupo político de Éder Moraes.

Para justificar que essa era uma prática comum, Ulisses, inclusive, citou envolvimento do procurador Paulo Prado.

“Eu fui lá, me apresentei com o LUIS, na época era Superintendente, eles pegaram uma carta, que essa carta eu não tinha nem um contrato com o Governo, me deram uma carta assinada pelo Vilceu. O Bic Banco trocou e eu repassei o dinheiro para eles, e ai começou as obras (…)quando eu precisava para o uso da empresa, eu fazia desconto com o uso da empresa, inclusive tenho cartas lá até do Dr. Prado, que é procurador do Ministério Público, todos os órgãos faziam este tipo de Carta, só que as cartas que eram para uso político (…)”. O depoimento do empresário foi usado na denúncia do MPF contra o esquema.

O esquema

Conforme noticiado pelo , a cúpula do antigo Bic Banco foi denunciada pelo MP. Éder Moraes é apontado como líder do esquema e também ficou entre os 14 denunciados.

De acordo com o MPF, os denunciados estão envolvidos em um empréstimo que foi fraudado, feito entre o Bic Banco e a construtora, no valor de R$ 4,3 milhões. As fraudes tinham objetivo de favorecer o grupo político de Éder Moraes.

As investigações desvendaram que as empresas usavam o chamado “direito creditório”. Que são valores a serem recebidos por serviços prestados ao Governo como garantia de pagamento dos empréstimos.

“Estes direitos creditórios normalmente eram devidos por Órgãos vinculados ao Governo do Estado de Mato Grosso, especialmente pela Secretaria de Estado e Infra Estrutura de Mato Grosso, em razão de eventuais serviços de engenharia executados pela Construtora CONSNOP em obras públicas pertencentes ao ente federado”, consta na denúncia.

O MPF aponta que, no momento da emissão das Cédulas de Crédito Bancário, a empresa já não possuía nenhuma relação jurídica com os órgãos estaduais a quem prestou serviço. E se possuísse, era “inapta a garantir o pagamento da operação”.

“Tais fatos foram confirmados pelo denunciado ÉDER DE MORAES DIAS, o qual, em depoimento prestado na sede do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, revelou como começou o esquema criminoso com a Instituição Financeira investigada, e que disponibilizou recursos financeiros em favor das empresas integrantes do Grupo Político que governava o Estado de Mato Grosso entre os anos de 2006 a 2012, dentre elas a Construtora CONSNOP”, aponta o MPF.

A denúncia do MPF foi oferecida em agosto deste ano e segue em trâmite na 5ª Vara Federal Criminal.

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Teodoro da Silva Junior 30/11/2019

Pois é, a prepotência imperou com a chegada desse grupo político que dominou o governo a partir de 2003, que se dizia quebrador de paradigmas, que veio para humilhar os cuiabanos dizendo que o cuiabano era indolente, que iria descuiabanizar o poder, como se o problema do estado fosse esse! Dominaram por longos 12 anos - 2 gestões do Blairo e uma do Silval. Hoje o que se transparece é que o grupo, após esse período, se transformou no maior grupo com membros acusados de falcatruas inéditas no estado (talvez seja essa a quebra de paradigmas), políticos presos, governador preso, e inúmeros processos acusatórios em andamento. Nada como um dia após o outro para mostrar quem é quem! Realmente o TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO!

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1 comentários