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25 de Setembro de 2024, 16h:30 - A | A

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Chico 2000 convocará suplente de vereador que foi preso por esquema com facção

Paulo Henrique foi preso por supostamente liderar o esquema que lavou dinheiro de uma facção por meio de casas noturnas na Capital.

Reprodução

Presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Chico 2000 (PL) aguarda notificação oficial da decisão.

Presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Chico 2000 (PL) aguarda notificação oficial da decisão.

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTERMT



O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Chico 2000 (PL) disse ao RepórterMT, na tarde desta quarta-feira (25), que aguarda a notificação da Justiça de Mato Grosso para convocar o suplente que irá substituir o vereador Paulo Henrique (MDB), alvo da Operação Pubblicare. O parlamentar emedebista foi preso na sexta (20) e solto nesta quarta e, na decisão, a Justiça determinou o afastamento dele das funções no Legilslativo. 

Paulo Henrique foi apontado como uma das lideranças de uma organização criminosa que lavou dinheiro para uma facção por meio de shows e casas noturnas na Capital. A operação foi um desdobramento da Ragnatela, deflagrada em junho, ocasião em que o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão.

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De acordo com Chico 2000, o Legislativo municipal precisa, primeiro, ser notificado oficialmente da decisão para que seja então convocado o suplente de Paulo Henrique, que é Raufrides Macedo (PV). A expectativa, segundo ele, é que isso ocorra, no máximo, até o final da semana.

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"Tão logo sejamos notificados dessa decisão judicial que afastou o vereador Paulo Henrique de suas funções na Câmara, imediatamente iremos fazer a convocação do suplente", disse.

"Se formos notificados até quinta-feira (26), na sexta-feira (27) faremos a notificação do suplente para que ele assuma a vaga", emendou.

O presidente da Câmara explicou que a convocação não foi feita logo após a prisão do parlamentar em decorrência da Lei Orgânica do Município, que permite o afastamento de um vereador por até 30 dias antes que o suplente seja chamado. 

Pubblicare

No inquérito feito pela Polícia Federal que embasou a operação, Paulo Henrique é apontado como uma das lideranças do esquema. A informação é que ele usava da sua influência política junto à Secretaria de Ordem Pública, onde é servidor de carreira, para garantir a liberação de licenças e alvarás para eventos organizados por uma facção.

Conforme revelado pela Polícia Federal, o parlamentar mantinha contato com liderança da organização criminosa e se reunia com ele presencialmente ou por chamadas de vídeo, o que demonstra uma relação próxima entre eles.

Além disso, foi apontado que o vereador teria movimentado cerca de R$ 1,2 milhões, provenientes de propina que teria recebido por ajudar no esquema.

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