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26 de Outubro de 2018, 14h:05 - A | A

PODERES / R$ 500 MILHÕES ATRASADOS

Chefe do MP critica Taques por falta de repasses; Criou cenário ruim

O governador eleito Mauro Mendes e o procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo estiveram reunidos para debater sobre os repasses futuros e as pendências dos atrasados.

RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO



O procurador-geral de Justiça Mauro Curvo afirmou que o governador Pedro Taques (PSDB) criou um cenário ruim para os poderes devido aos atrasos nos repasses dos duodécimos.

A declaração foi dada durante um encontro com governador eleito Mauro Mendes (DEM), na tarde de quinta-feira (25), na sede do Ministério Público Estadual (MPE).

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De acordo com o procurador-geral, nas gestões anteriores, os poderes trabalhavam com previsões orçamentárias subestimadas, o que não ocorreu na gestão tucana.

“A gente trabalhava com uma previsão orçamentária que era subestimada, então vamos dar exemplo de 2013: Na época, o orçamento prévia uma arrecadação bem inferior ao que se arrecadava em 2012. Todos nós, do Ministério Público, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça, Assembleia e Defensoria éramos amarrados na

O procurador-geral lamentou os atrasos  do duodécimos ocorridos nos últimos dois anos e que as pendências financeiras têm refletido na administração do Ministério Público do Estado (MPE).

arrecadação. Em 2013, recebíamos um porcentual da previsão orçamentária e, no mesmo ano, recebíamos também a diferença de 2012, porque havia superávit”, explica.

“O que o Pedro fez foi trabalhar com [o repasse] real. Ao trabalhar com o real, deixamos de receber o superávit [quando o Estado arrecada mais que o previsto] no ano seguinte. Isso só funcionou em um ano, porque em 2016, 2017 e 2018 a gente não conseguiu receber aquilo que estava previsto, entramos em um cenário pior que em gestões anteriores”, acrescentou Mauro Curvo. A dívida do governo com os poderes é de cerca de R$ 500 milhões. Para muitos, impagável. 

No encontro com Mauro, o procurador-geral ainda lamentou os atrasos ocorridos nos últimos dois anos e que as pendências financeiras têm refletido na administração do Ministério Público do Estado (MPE).

“Procuramos mostrar para ele [Pedro Taques], a realidade de uma instituição, que tem a mesma previsão orçamentária deste ano para ser executada em 2019. Há dois anos não recebemos o duodécimo em sua integralidade”, pontuou.

Essa dificuldade é real e preocupante e todos nós teremos que colaborar para que Mato Grosso saia dessa dificuldade”, respondeu Mauro Mendes.

Em resposta, o governador eleito disse que pretende debater para tentar encontrar uma maneira de reduzir valores com o objetivo de investir em políticas públicas.

“A linha que nós temos adotado não é diferente do que citei durante toda a campanha, eu irei dialogar com os poderes, primeiro sobre o momento, sobre as dificuldades que Mato Grosso passa que é conhecimento de muitos, principalmente da maioria dos órgãos de controle. Essa dificuldade é real e preocupante e todos nós teremos que colaborar para que Mato Grosso saia dessa dificuldade”, frisa.

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Servidor 26/10/2018

Foi por essas e outras atitudes que eu votei e voto em PT,tirou aquela dinherama que esse judiciário sempre viveu a whisk e festa no final de ano,tão reclamando pq cortaram a sobra desses poderes ,muito bem feito ,alguém já ouvir falar que o judiciário ficou sem cumprir suas atribuições em todo o decorrer dedes anos,esse cidadão que se passa por defensor da justiça não passa de um engodo pra enganar otario ,atitude muito bem feita PT 👏👏👏

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alexandre 26/10/2018

O Estado não tem como pagar os super duodécimos, auditoria nas contas dos PODERES, se provar que não há dinheiro sobrando, nem ostentação, ai discute manter os valores. mas nunca vi, ficar sem receber salario e não passar fome....

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2 comentários