RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO
No primeiro encontro com o governador Pedro Taques (PSDB), após as eleições do último dia 7, o governador eleito Mauro Mendes (DEM) reafirmou a importância da continuidade do Fundo Estadual de Transporte e Habitação, denominado Fethab 2, para equilíbrio fiscal no próximo ano.
Na reunião, na tarde desta quinta-feira (25), Mauro reforçou o pedido a Taques para que reencaminhe à Assembleia Legislativa o projeto que garante a arrecadação do imposto cobrado sobre a venda de soja, algodão, gado, madeira e óleo diesel.
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“Hoje, o que o Estado arrecada não é suficiente para fazer frente às despesas mensais, então a não inclusão dessa receita para o exercício irá causar consequências gravíssimas para o equilíbrio fiscal no próximo ano. O governador ficou de analisar esses pontos e certamente nos responder oportunamente”, disse o democrata após o encontro.
Recentemente, Mauro Mendes disse que com a falta do recurso, Mato Grosso pode deixar de arrecadar por mês R$ 40 milhões, o que resulta R$ 450 milhões a menos por ano nos cofres públicos e pode provocar um colapso financeiro do Estado.
Crise pode se agravar
O secretário de Fazenda, Rogério Gallo relatou o risco do Estado não receber R$ 400 milhões, referente ao Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), no final do ano. Os valores deveriam ser repassados pelo Governo Federal, mas, de acordo com o secretário ainda não há previsão de orçamento.
Segundo Gallo, sem esse recurso em caixa há possibilidade do governador Pedro Taques deixar restos a pagar para gestão do governador eleito. Sobre o tema, Mauro Mendes disse que não vai adentrar no assunto, já que sobre o repasse compete ao atual governador.
“Isso não tem uma previsão orçamentária, segundo consta na STN, mas essa tratativa esta estrita nesse momento a atual Administração, eu não entrei em debate sobre isso com o governador”, disse.
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